É lamentável ver o nosso querido Brasil atolado na criminalidade. Matar, roubar, fraudar e impunidade dos poderosos, são alguns dos pratos preferidos dos bandidos. Estrufâncio, recém-chegados aos Estados Unidos com seus irmãos menores, Desintério e Busefônia,, assim retratou o difícil momento brasileiro:
“ Bicho, aquilo lá parece o “Zorra
Total”. Rico, poooode!!!! Pobre, não poooode!!! Bandidos gritando abertamente:
“tô pagaaando!!!”. Quem pede punição é advertido: “Não mexe com quem está
quieto!”. E se insistir, “óóóó,
play!!!”. O Brasil vive uma autêntica comédia. Se quiser ser assaltado, basta caminhar pelas
ruas e, de quebra, poderá ser contemplado com uma bala perdida”.
De metralhadora em punho, o homem continuava atirando.
“E o “Centro Cirúrgico” da polícia? São
tantas operações de dar inveja a qualquer hospital bem equipado. Quantos não acompanharam a “Operação Soltiagrana ou Solteagarra”,
sei lá, que rachou a Polícia Federal? Pois é, além de encobrir
escândalos anteriores mostrou que os poderosos não podem ser expostos de pijama,
não devem ser algemados e, muito menos, presos.
Enquanto isso, os pobres são arrancados de casa de cueca na mão, levam uns bons
tapas no pé da orelha e, aos trambolhões, enfiados no camburão. Sem dó ou
piedade, permanecem nas prisões desumanas até aprenderem a não ser pobres.
Mas
o Brasil também tem coisas boas, como a “Lei Seca” contra os que “molham o bico” e vão dirigir. Um conhecido meu, barrado na blitz, de tão alcoolizado explodiu o bafômetro. Como alegação disse que acabara de
“desembarcar no aeroporto de Viracopos, por isso estava naquele estado”. No B.O. (Boletim de Ocorrência) foi
registrado: tanto o bebum quanto seu
carro eram movidos a álcool. A lei não pode dar molezas, tem de ser assim, doe
a quem doer!”.
Estrufâncio, depois de lembrar que antigamente
as brigas por grampos eram coisas de
mulheres, retornou aos crimes do colarinho branco.
“ Nós temos de acabar com o mito das pizzas no “andar
superior”! Para isso basta criarmos o “corruptômetro”
– aparelho capaz de detectar políticos corruptos.
Os “fisgados” na parafernália cumpririam o seguinte castigo: “ após a
construção de muros bem altos em torno de Brasília, de onde vem a maioria das
pilantragens, jogaríamos lá dentro todos esses políticos corruptos. O salário deles
não passaria de R$ 415,00 mensais e,
como locomoção, o transporte coletivo. Caso adoeçam, não haveria problema, o SUS estaria à
disposição deles!”. Bicho, somente desse
jeito poderemos salvar o país!”. E, no
mais, deixo aquela frase de um “anglo-brasileiro”
que diz: “God bless the Queen and if have time save the Brazil from those
thieves. If possible".
Mas, Estrufâncio, não estava sozinho na “empreitada”. Outro cidadão insatisfeito explicou a origem
dos “privilégios” dos poderosos.
“A justiça brasileira é baseada
no Direito Romano que só “enxergava” a nobreza.
O burguês para ver julgadas suas pendengas, teria de contratar um nobre que
as assumiriam como se fossem suas. Para esta pessoa deram o nome de advogado. No Brasil a cada dia isso
fica mais evidente. Alguém já viu um “pé-rapado” ter habeas corpus? Ou algum juiz julgar na madrugada o habeas corpus de um cidadão comum? Aliás, o “Super Habeas
Corpus” é o grande herói dos ricos, libertando-os
imediatamente da prisão. Eu pergunto: qual
será nossa esperança se não nos unirmos e procurarmos votar melhor?”.
Por mais que os “cabeções” expliquem o
inexplicável, sempre haverá um bolo entalado na garganta do povo - os poderosos nunca pagam
por suas falcatruas. Os políticos prometem uma justiça “justa”, porém, nada tem
funcionado. Se realmente eles querem transformar o Brasil numa grande nação, que
comecem a fazer os reparos de cima para baixo, senão os demais segmentos da
sociedade continuarão comprometidos.
Iludir um povo acuado pela criminalidade com
demagogias baratas, é o mesmo que fechar os olhos para o desespero daqueles que
já não agüentam mais.