Há pelo menos 40 mil anos as pessoas têm encarado a
vida como se fossem
vítimas ou predadores, partindo da falsa premissa da
escassez do Universo.
Veja como funciona:
Vítima
Quem escolhe o modelo “vítima” pensa e age como se
vivesse em um
Universo escasso, e se dá por satisfeito com as
migalhas que é capaz de
conseguir. Para uma vítima, qualquer coisa é
suficiente, já que vive em um
ambiente de escassez. Sempre com medo de perder o
pouco que conseguiu, ela
não gosta de encarar a realidade e prefere fechar os
olhos para o que acontece
a seu redor. Uma vítima prefere não fazer escolhas, e,
diante das dificuldades,
foge ou permanece imóvel, o que a torna presa fácil
para predadores.
Predador
Quem adota o estilo “predador” pensa e age como controlador
do pouco
que há no Universo. Para um predador, nada é o
bastante: ele está sempre
querendo mais e, diante das dificuldades, age com
rapidez, sempre determinado
a ganhar, passando por cima de tudo o que estiver na
sua frente. E faz isso em
qualquer lugar: na sociedade em que vive, nas empresas
em que atua e na sua
própria casa.
Existe um pouco desses padrões de comportamento
implantado em cada
um de nós. Como estratégia, não podemos eliminá-los
totalmente. Há ocasiões
em que precisamos fazer o papel de vítimas e outras,
em que precisamos nos
comportar como predadores, por uma questão de
sobrevivência.
Os modelos baseados na vítima e no predador limitam
bastante a forma de
apreciar e usufruir deste mundo em constante mudança.
Lidando com predadores
Predadores jogam o jogo do ganha-perde, que implica o
ganho pessoal a
qualquer custo. Ou seja: eles são capazes de “tudo”
pelo que desejam. Portanto,
para conviver com predadores, todo cuidado é pouco.
Para lidar com eles, é
preciso:
· Descobrir quem são e como são.
· Reconhecer que são fortes.
· Não se esconder deles.
· Não se juntar a outras vítimas, para não ser
confundido com elas.
· Em caso de confrontos, enfrentá-los de igual para
igual.
· Em caso de ataque, impedir a todo custo que vejam o
estrago causado.
· Poupar energia, evitando ir contra a corrente.
· Aprender o jogo do ganha-ganha e ter sempre um parceiro por perto.