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Lair Ribeiro
Lair Ribeiro
Coluna - Lair Ribeiro
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NOVOS TEMPOS NOVA LIDERANÇA
29 de novembro de 2008.

O papel do novo líder é cultivar o maior bem das organizações: o

capital humano. Cabe-lhe promover a humanização do ambiente de

trabalho, valorizando o potencial de sua equipe e contribuindo para

que sejam criadas novas formas de relacionamentos, em que tanto o

empregado quanto o empregador sejam beneficiados.

Empresas que não valorizam o capital humano nem investem em

seu desenvolvimento correm o risco de ser engolidas pelo mercado,

pois seus melhores profissionais começam a migrar para

organizações que lhes dêem a oportunidade de conquistar o sucesso

fazendo o que gostam e do modo como gostam de fazer.

Toda empresa necessita de pessoas com talento; mas, além de

encontrá-las, é preciso mantê-las. E isso não se faz só com dinheiro.

Dinheiro funciona como motivador de curto prazo, pois as pessoas

querem oportunidades de crescimento que, se a empresa não lhes

der, a concorrência dará!

Hoje, pessoas competitivas abrem mão de um emprego estável

para ir atrás de novos desafios, conquistar novas metas e ser mais

bem remuneradas. Para as empresas, é mais econômico descobrir

essas pessoas em seu quadro de funcionários e criar condições

para que evoluam do que encontrá-las no mercado, e cabe ao novo

líder identificá-las e ajudá-las a se desenvolverem.

Equipes, hoje, não precisam de líderes que tenham respostas para

tudo, mas que as levem a encontrar as melhores soluções e

contribuam para o crescimento individual de cada integrante do

grupo. Alinhando-se à necessidade de crescimento do grupo, o

líder consegue motivar e integrar toda a equipe, que produzirá sempre

os melhores resultados. Nesse cenário, ele pode assumir os papéis

de patrocinador, mentor, avaliador, modelo ou professor do grupo.

Em suma, o novo líder precisa conhecer-se mais do que se deixar

conhecer, ser transparente em suas atitudes e decisões e ter

sensibilidade para perceber as necessidades e anseios dos outros.

Além disso, tem de ser proativo, criativo e ético, sabendo exercer

autoridade sem autoritarismo e sendo capaz de tomar decisões

rápidas, sem medo de delegar nem de compartilhar informações. Ele

deve, ainda, saber negociar, comunicar-se com facilidade e ter

controle sobre si mesmo e a equipe. E, finalmente, tem de ouvir mais

do que falar, valorizar a equipe, motivar o grupo, manter-se atento

às expectativas da corporação e focado em qualidade e

desenvolvimento, ter flexibilidade para mudanças e, o principal:

investir sempre no seu próprio crescimento pessoal e no de seus

subordinados.



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