NEWSLETTER
Cadastre seu e-mail e receba notícias, promoções...
BT NEWSPAPERS
clique e baixe
Massachusetts | Edição: ma 2213 / Publicação: 18 de maio d
New York | Edição: NY 1618 / Publicação: 18 de maio d
BT MAGAZINE
BT Magazine | Edição: Edio de Dezembro / Publicação: 15/12/2011
EXCHANGE RATES
Equilbrio Interior
Regina Kostta
Coluna - Regina Kostta
AUMENTAR FONTE
REFLEXÃO
01 de dezembro de 2008.

A idéia que outrora habitava o pensamento dos jovens de que

“Somos jovens, temos muito tempo pela frente.”, parece não ter

mais vez nesses tempos em que o imediatismo é prioritário em quase

tudo na vida. Mas seria só isso o que movimenta certos jovens na

direção da supressão da liberdade de seus ex-amores e na submissão

tanto de seu corpo como de sua mente a sua vontade doentia? Acredito

que não!

Tantas são as questões que pairam em nossas mentes sempre que

nos deparamos com noticiários tão chocantes sobre crimes e mais

crimes que assolam nosso país, principalmente quando esses crimes

estão ocorrendo “em nome do amor”, os chamados crimes passionais.

Quantas Eloás, quantas Moniques, vêm sendo vítimas de

sentimentos agressivos, possessivos e dominadores, ou um

sentimento platônico? É muito difícil precisar qual motivação está

envolvida nestes casos e se tais indivíduos recorrem a esses delitos

para se auto-afirmarem após serem rejeitados. Noticiário! Estamos

no noticiário nacional! Seriam essas algumas expressões de agressoresassassinos,

cruéis, quando estão torturando física e psicologicamente

suas vítimas?

Parece que os criminosos passionais são movidos por sentimentos

de posse pelo ser amado, por baixa auto-estima e sentimentos de

rejeição. Tais sentimentos os deixam cada vez mais dependentes de

suas vítimas. Surge, então, a necessidade de dominá-las pelo medo e

pela força. Porém, isso não explica como lidarão com a própria perda

da liberdade posteriormente, nem porque não conseguem medir as

conseqüências de tais atos antes de os cometerem.

Em recente artigo, a Drª. Maria Isabel Alves, professora de

Psicologia, cita algumas atitudes que favorecem a transformação de

nossos jovens em “verdadeiros monstros”, além de criar diversos

questionamentos a respeito dos motivos que movimentam tais jovens

nesse sentido. Índole, influência da mídia, situação social de

violência...? Destaco a questão sobre a permissividade da sociedade:

_Por que nos tornamos tão permissíveis nas últimas décadas?

Ela também questiona: “_ O que faz alguém achar que pode comprar

armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e

desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar

em duas pessoas inocentes?”

É inacreditável a justificativa do rapaz que acabou levando à morte

a jovem Eloá: “Ela não quis falar comigo!” Então, em nome de um

sentimento de amor (muito duvidoso por sinal), aos 22 anos ele

simplesmente não aceitou um NÂO como resposta, pois sua vontade

e sua capacidade de subjugar a vontade alheia falaram mais alto.

Nessa história de final trágico, revelações surpreendentes – como

a descoberta de que o pai da adolescente de 15 anos era foragido de

outro estado por ligações com grupos de extermínio – além de ações

questionáveis da polícia e dos responsáveis pelas duas menores

envolvidas no episódio, fica a pergunta: Quem e quantos serão os

responsáveis?

De certo, este rapaz não teve em momentos anteriores desse namoro

de três anos, encerrado pouco antes da tragédia, o pulso forte de uma

família que conseguisse colocar um freio numa situação de uma menina

de 12 anos namorando um rapaz de 19, pois NÃO é uma palavra que

parece sem valor algum nas relações entre pais e filhos atualmente. A

ordem entre os jovens talvez seja: ‘DESAFIAR SEMPRE’,

independente das conseqüências.

Mais uma vez destaco as palavras da Drª. Maria Isabel ‘Vejo que

cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às

crianças.’. Em minha experiência profissional é comum encontrar

crianças mandando nos pais, exigindo, gritando e respondendo a eles

como se adultos fossem, sem um mínimo de respeito ou limites. E

muitos pais dizendo que não podem com seus filhos, que eles são

hiperativos e blábláblá.

Na verdade, estamos carecendo de um aprendizado significativo:

COMO EDUCAR NOSSOS FILHOS? Se essa geração de jovens pais

continuar sem ‘querer traumatizar o filho impondo limites’,

certamente assistiremos muitos mais jovens recebendo o limite das

grades da cadeia, enquanto outros, os limites do caixão.

Uma semana para reflexão a todos.



Copyright © 2008 Brazilian Times. Todos os direitos reservados.
É permitida a reprodução de matéria e foto desde que citada a fonte: Braziliantimes.com

Produzido e gerenciado por: Midtech.