Laurinha, essa semana, passou a
bola para seu amigo Hellinho
Ferreira.
Ainda carrego minhas fraquezas
e dores nas costas, mas assumo que
nos últimos sete anos, este é o
momento mais leve que tenho.
Não vejo grandes promessas, nem
coisas importantes para o amanhã,
mas pelo menos venho tendo menos
problemas comigo mesmo. Às vezes
paro para ler meus textos e me vejo
capaz de mudar o mundo e as pessoas.
Segundos depois vejo que nem
minha vida eu consigo mudar, então
me fecho novamente e olho a vida ir
calada e meio fria. Mas muita coisa
se ajeitou neste ano que vai passando,
mesmo sem deixar de carregar culpas
que são minhas mesmas, isto vai para
sempre comigo.
É bem difícil explicar como me
sinto agora, é como se tivesse me
acostumado um pouco mais com o
peso de todas as idiotices que
consegui cometer. Na última noite
antes de dormir, tava pensando um
pouco em mim e vendo minha vida
como é; tem tantas pessoas que amo e
não sabem disso; tem tantas pessoas
que eu amo e não querem saber nem
como estou; tem tantas pessoas que me
amam e eu tão distante lutando por algo
que nem sei se me fará bem; tem tantas
pessoas que me amam pelo que faço e
sou, mas que realmente não conhecem
meu medo ou covardia de querer
prendê-las a mim.
Vejo que 2008 é a prova de que
somente eu entendo, é minha vida que
passa despercebida em meio ao frio de
um lugar solitário.
E hoje, um pouco mais leve, eu sei
que estou, mas ainda bem longe de um
ser seguro.
Xoxô Helínho
Gostaria de agradecer ao meu leitor
Hélio Ferreira e dizer à ele que nunca
desista dos seus sonhos. Se você
também escreve e quer contar a sua
história para Laurinha mande email
para a colunista. Se você quiser
comentar essa coluna mande email
para andreza_moon@hotmail.com ou
hellinho-flamengo@hotmail.com