Quando somos
crianças ouvimos
histórias infantis repletas de sonhos e
fantasias. Uma figura mágica presente
em muitas dessas histórias é o castelo
que ao ser narrado ou apresentado em
figuras já produz imenso fascínio.
Saltando para a tela do cinema, então,
nem se fala. As histórias ganham mais
cor, mais sons, mais mistérios e
expectativas, e os castelos crescem
em imponência e importância.
Vários são
os enredos envolvendo
castelos nessas histórias: a princesa,
a bruxa má, a torre de confinamento,
os porões, os salões majestosos com
seus bailes luxuosos, pessoas bem
vestidas, comida farta, amores
escondidos. Enfim, castelos passam
a fazer parte de nosso imaginário e,
algumas vezes, nos colocamos a
reproduzi-los não só na mente, mas
também na areia da praia, por
exemplo.
Na maioria
dos casos os castelos
se equivalem, ao longo de nossa vida,
aos sonhos que temos: formatura,
emprego, lazer, casamento, filhos,
sucesso, etc. Construímos nossos
sonhos com o mesmo material que
usamos na construção das imagens e
das histórias infantis: nossa
imaginação! Muitas pessoas não dão
valor à imaginação, simplesmente
porque não percebem que a usam
mesmo que não o percebam. É assim
que planejam suas conquistas futuras
nas diversas áreas da vida.
É muito
importante darmos
atenção aos nossos sonhos, para
evitarmos os negativos, maléficos
para nosso desenvolvimento pessoal.
Tais sonhos envolvem nossas
frustrações, sentimentos de inveja,
impotência, descrédito, etc. Estar
atentos para o que pensamos é uma
boa forma de evitar esses tipos de
sonhos.
Vale à pena
investir em sonhar
positivamente, ser criativo, otimista,
crítico com relação aos limites e
conscientes do que queremos e de
como podemos investir nessa
conquista nos respeitando e
respeitando os demais, mesmo
aqueles ranzinzas, de mal com a vida,
que ligam o “reclamômetro” já no
início da manhã e assim vão até o fim
do dia. Para lidar com estes, que tal
utilizar algumas dicas de um texto de
autor desconhecido que diz:
“... Muitas pessoas são como
caminhões de lixo. Andam por ai
carregadas de lixo, cheias de
frustrações, cheias de raiva, e de
desapontamento. À medida que suas
pilhas de lixo crescem, elas precisam
de um lugar para descarregar, e às
vezes descarregam sobre a gente. Não
tome isso pessoalmente. Apenas
sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em
frente. Não pegue o lixo delas e
espalhe sobre outras pessoas no
trabalho, em casa, ou nas ruas. O
princípio disso é que pessoas bem
sucedidas não deixam os seus
caminhões de lixo estragarem o seu
dia. A vida é muito curta para levantar
cedo de manhã com remorso, assim...
Ame as pessoas que te tratam bem. Ore
pelas que não o fazem. A vida é dez
por cento o que você faz dela e noventa
por cento a maneira como você a
recebe!”
Neste momento, não podemos
deixar de voltar a falar sobre os
castelos. Já que o seu simbolismo faz
parte do nosso imaginário, podemos
analisar o significado de certo castelo
construído por um político brasileiro
lá pelos lados de Minas Gerais. Beleza
a parte, qual seria a explicação para
tanta ostentação com uma construção
inusitada, um investimento pra lá de
milionário e pasmem: construído por
um ex-oficial da polícia militar de
Minas Gerais, e atualmente deputado
federal, “destituído rapidamente do
cargo de corregedor da Câmara
Federal”, detentor de mais de dois mil
processos na justiça do trabalho, dentre
outras pérolas? Em que artifício
emocional se apoiou durante anos os
sonhos deste senhor? Necessidade de
reconhecimento? Expressão de poder?
Auto-afirmação ou o quê? Como
saber?
Então vamos
a duas dicas legais:
· Invistam em seus sonhos com
discernimento e bom senso. Definam
suas metas, arregassem as mangas e
trabalhem em prol de suas realizações.
· Esqueçam as reclamações e o
pessimismo alheio. Todos sabem que
o mundo passa por uma crise financeira
das piores da história. Assim, podemos
criar união, vigor, esperança, força
para ir em frente. Deixar para trás os
lixos do que já foi perdido e recomeçar
a construir novos sonhos. Afinal, para
um país que renasce como os EUA,
todos podem renascer também.