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Regina Kostta
Coluna - Regina Kostta
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CASTELOS
20 de fevereiro de 2009.

Quando somos crianças ouvimos

histórias infantis repletas de sonhos e

fantasias. Uma figura mágica presente

em muitas dessas histórias é o castelo

que ao ser narrado ou apresentado em

figuras já produz imenso fascínio.

Saltando para a tela do cinema, então,

nem se fala. As histórias ganham mais

cor, mais sons, mais mistérios e

expectativas, e os castelos crescem

em imponência e importância.

Vários são os enredos envolvendo

castelos nessas histórias: a princesa,

a bruxa má, a torre de confinamento,

os porões, os salões majestosos com

seus bailes luxuosos, pessoas bem

vestidas, comida farta, amores

escondidos. Enfim, castelos passam

a fazer parte de nosso imaginário e,

algumas vezes, nos colocamos a

reproduzi-los não só na mente, mas

também na areia da praia, por

exemplo.

Na maioria dos casos os castelos

se equivalem, ao longo de nossa vida,

aos sonhos que temos: formatura,

emprego, lazer, casamento, filhos,

sucesso, etc. Construímos nossos

sonhos com o mesmo material que

usamos na construção das imagens e

das histórias infantis: nossa

imaginação! Muitas pessoas não dão

valor à imaginação, simplesmente

porque não percebem que a usam

mesmo que não o percebam. É assim

que planejam suas conquistas futuras

nas diversas áreas da vida.

É muito importante darmos

atenção aos nossos sonhos, para

evitarmos os negativos, maléficos

para nosso desenvolvimento pessoal.

Tais sonhos envolvem nossas

frustrações, sentimentos de inveja,

impotência, descrédito, etc. Estar

atentos para o que pensamos é uma

boa forma de evitar esses tipos de

sonhos.

Vale à pena investir em sonhar

positivamente, ser criativo, otimista,

crítico com relação aos limites e

conscientes do que queremos e de

como podemos investir nessa

conquista nos respeitando e

respeitando os demais, mesmo

aqueles ranzinzas, de mal com a vida,

que ligam o “reclamômetro” já no

início da manhã e assim vão até o fim

do dia. Para lidar com estes, que tal

utilizar algumas dicas de um texto de

autor desconhecido que diz:

“... Muitas pessoas são como

caminhões de lixo. Andam por ai

carregadas de lixo, cheias de

frustrações, cheias de raiva, e de

desapontamento. À medida que suas

pilhas de lixo crescem, elas precisam

de um lugar para descarregar, e às

vezes descarregam sobre a gente. Não

tome isso pessoalmente. Apenas

sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em

frente. Não pegue o lixo delas e

espalhe sobre outras pessoas no

trabalho, em casa, ou nas ruas. O

princípio disso é que pessoas bem

sucedidas não deixam os seus

caminhões de lixo estragarem o seu

dia. A vida é muito curta para levantar

cedo de manhã com remorso, assim...

Ame as pessoas que te tratam bem. Ore

pelas que não o fazem. A vida é dez

por cento o que você faz dela e noventa

por cento a maneira como você a

recebe!”

Neste momento, não podemos

deixar de voltar a falar sobre os

castelos. Já que o seu simbolismo faz

parte do nosso imaginário, podemos

analisar o significado de certo castelo

construído por um político brasileiro

lá pelos lados de Minas Gerais. Beleza

a parte, qual seria a explicação para

tanta ostentação com uma construção

inusitada, um investimento pra lá de

milionário e pasmem: construído por

um ex-oficial da polícia militar de

Minas Gerais, e atualmente deputado

federal, “destituído rapidamente do

cargo de corregedor da Câmara

Federal”, detentor de mais de dois mil

processos na justiça do trabalho, dentre

outras pérolas? Em que artifício

emocional se apoiou durante anos os

sonhos deste senhor? Necessidade de

reconhecimento? Expressão de poder?

Auto-afirmação ou o quê? Como

saber?

Então vamos a duas dicas legais:

· Invistam em seus sonhos com

discernimento e bom senso. Definam

suas metas, arregassem as mangas e

trabalhem em prol de suas realizações.

· Esqueçam as reclamações e o

pessimismo alheio. Todos sabem que

o mundo passa por uma crise financeira

das piores da história. Assim, podemos

criar união, vigor, esperança, força

para ir em frente. Deixar para trás os

lixos do que já foi perdido e recomeçar

a construir novos sonhos. Afinal, para

um país que renasce como os EUA,

todos podem renascer também.



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