???????????????????????????????????????????????????????????? ?AS?? MASCOTES
?????????????????????????????????????????????????????????? = Mauricio Mendes =
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??????? O dicion?rio diz que ?mascote? pode ser pessoa, animal ou coisa a que se atribui o dom de dar sorte ou de trazer felicidade?. Nessa corrida os animais disparam na frente ?despertando a paix?o de algumas pessoas.? No futebol, por exemplo, clubes os utilizam em logotipos por suas caracter?sticas marcantes. Das 60 ?agremia??es do campeonato paulista nas tr?s primeiras divis?es, 55 s?o representados por animais. ? coelho, burro, elefante, porco, peixe, sendo le?o e galo os favoritos. O ?le?o aparece 9 vezes, enquanto o galo 7.
?????? No campeonato do Rio de Janeiro temos urubu, cachorro, bacalhau, em Minas Gerais, galo, raposa e coelho, refor?ando com outros estados a prefer?ncia nacional.
????? ?Dentro dessas particularidades, coisas estranhas ?acontecem entre pessoas e mascotes. Alguns chegam a se apaixonarem por animais pe?onhentos, como cobras, aranhas, escorpi?es, al?m de ratos e sapos. Num dos casos, o sujeito s? residia em pr?dios onde tivessem casas de marimbondos nas paredes ou no teto. Sua afei??o era ?tanta pelo inseto que mandou tatuar um deles no bra?o e pendurou estandarte na parede do seu quarto com os dizeres: ?Voc? pensa que ? cabra macho/ O marimbondo ? muito mais/ Ele morde com o rabo/ Coisa que voc? n?o faz?.
?????? Em outro epis?dio, Aurist?lio e Florisbina, marido e mulher, passeavam por supermercado quando ?ela argumentou:
???? ???___?A gente precisa de um bichinho para preencher nossas vidas, afinal, n?o temos filho?.
??????? O marido achou a ?id?ia razo?vel, pensando num passarinho, ?peixinho, cachorrinho, gatinho ou em outros ?inhos?. A esposa, para variar, discordou dizendo que esses animais eram muito comuns. ?Depois de andarem bastante, ?Florisbina encontrou o bicho ?que ?sonhava ? uma enorme leitoa! Aurist?lio se surpreendeu com o gosto exagerado da mulher, por?m, para n?o estragar o dia, acatou seu pedido. O inferno estava sendo desenhado. Logo de come?o a mulher ?meteu na cabe?a que deveria ?socializar? a qualquer custo o animal. Para isso, ?arrega?ou as mangas fazendo suas ?unhas?, colocando lacinho de fita cor-de-rosa em sua cabe?a, passando creme anti-rugas ?no seu focinho, a vestindo com roupinhas ?alegres? da esta??o, usando desodorante com fragr?ncia especial e obrigando ??Cerejinha?, a leitoa, malhar diariamente na esteira para perder uns quilinhos e ficar sarada. Agora a mascote estava no ponto de ser a ?princesinha? do lar. ?Inclusive, ?com direito de se sentar ? mesa ?nas refei??es e tomar banhos arom?ticos na banheira. E n?o ficou nisso. Por determina??o da patroa, tamb?m ?compartilhou espa?o no leito do casal. Foi a? que o ?bicho pegou?! Numa das noites Aurist?lio ?chegou exausto do trabalho, desfalecendo na cama. ?Ao fechar os olhos sentiu ?algo frio ?tocar seu rosto. ?Pensando ser a esposa que nos bons tempos o acariciava ao dormir, n?o titubeou em lhe lascar um ardente beijo. Para surpresa, no auge daquele momento rom?ntico, ouviu um ronco diferente. ?Apavorado se esticou todo, acendeu o abajur ?s pressas e qual n?o foi sua surpresa: ele estava beijado a porca. Que nojeira! Limpando desesperadamente a boca, ?pegou ?a leitoa pelas orelhas e a expulsou do quarto aos berros. A mulher acordou com ?o bafaf? ?armando o maior barraco: ?Voc? nunca mais dormir? comigo!?, gritava ela para o marido. Ser? que ?Cerejinha? poderia imaginar o chiqueiro que estava metida?
????? Nervoso, o marido saiu dali ?vendendo azeite? e, no dia seguinte, logo cedo, entrou com pedido de div?rcio. ?Da lua-de-mel ? lua-de-fel foi um pulo. Agora eles s? t?m relacionamento atrav?s dos advogados. Aurist?lio bate o p? ?repetindo aos quatro ventos que jamais pagar? qualquer pens?o aliment?cia, principalmente, ? ?porca da sua mulher.
??? ?O problema ?dessas confus?es n?o est? nos animais que adotamos e sim na cabe?a de quem manipula tal situa??o. Eles, os animais, sempre tiveram import?ncia contundente em ?nossas vidas. ?Sempre ?ativaram sentimentos h? muito estagnados dentro de n?s. Sempre ajudaram nos processos de recupera??o de enfermos. Sempre foram amigos fi?is na companhia de pessoas solit?rias ou limitadas. ?Sempre promoveram alegrias e continuam tendo mil e uma utilidades. Com toda certeza, a conviv?ncia com as mascotes pode ajudar o homem a ser mais humano num mundo t?o animalesco.
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