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Editorial - World News
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Diplomata brasileira é barrada em Honduras
01 de janeiro de 2010.

O novo governo de Honduras, que tomou posse na última quarta-feira, pediu desculpas ao Brasil por ter barrado e deportado a consulesa brasileira Francisca Francinete de Melo, na manhã de sexta-feira passada. O chefe da agência de imigração hondurenha, Nelson Willy Mejía, acabou destituído do cargo, por causa do incidente. "O chanceler (Mario Canahuati) já expressou nossas mais sinceras desculpas para o povo e o governo do Brasil, e para toda a comunidade internacional, por esse incidente", disse o ministro de Interior e de Justiça, Áfrico Madrid.


De acordo com ele, a diplomata brasileira chegou ao aeroporto Toncontín, da capital Tegucigalpa, em um voo comercial saído de Miami, nos EUA, mas teve a sua entrada negada. Ela acabou enviada de volta para os Estados Unidos.

O ministro disse que a brasileira recebeu um "tratamento indigno" e que, por isso, o responsável hondurenho foi demitido. Madrid ainda disse esperar que a consulesa brasileira expulsa retorne ao país. Antes, ele reconheceu que o episódio "poderia colocar em risco as políticas e a situação internacional de Honduras". Para uma agência de notícias, uma fonte do setor de imigração hondurenho revelou que a ordem para impedir a entrada da brasileira partiu da chancelaria do país. O substituto do chefe para imigração deverá ser anunciado em breve.

Para Madrid, a agência de imigração aparentemente agiu conforme ordens deixadas pelo governo anterior, do presidente interino Roberto Micheletti. Nem o governo de Micheletti e nem o atual, do recém-empossado Porfírio Lobo, são reconhecidos pelo Brasil, para quem Manuel Zelaya, destituído da Presidência em junho do ano passado e exilado na República Dominicana desde a posse de Lobo, sofreu um golpe de Estado.

No auge da crise, Zelaya entrou clandestinamente em Honduras, onde era ameaçado de prisão, e buscou abrigo na embaixada brasileira em Tegucigalpa, o que estremeceu ainda mais as relações entre ambos os países. O hondurenho acabou passando mais de quatro meses na sede diplomática.

Empossado, Lobo luta para restabelecer laços diplomáticos com a comunidade internacional, que apoiou Zelaya quase integralmente. Na sexta-feira, ele anunciou que considera normalizada a relação com os Estados Unidos. Os EUA também condenaram o golpe que destituiu Zelaya, mas acataram a eleição realizada no país.

(G1)
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