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Editorial - Imigração
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Lei no Alabama separa famílias imigrantes
26 de outubro de 2011.

A dura lei que está em vigor no estado do Arizona além de rígida, tem sido a responsável pela “destruição” de dezenas de famílias de imigrantes. Diante disso, muitas mulheres estão ocupando trabalhos que antes eram desempenhados por seus maridos deportados.

Além disso, a economia no Alabama poderá sofrer fortemente com a perseguição imposta aos imigrantes. Isso porque muitas famílias optaram por deixar o estado em busca de segurança onde não haja tanta fiscalização e deportação. Aos poucos os produtores rurais começam a sentir uma ligeira queda na produção, principalmente de tomate, produto forte na economia.

Algumas famílias para evitar a separação permanente, decidiram separarem-se temporariamente. É o caso da imigrante Emilia , que deixou o marido , no Arizona, e se mudou para a Flórida. Emocionada, ela conta que as crianças sofreram muito no início, quando descobriram que ficariam longe do pai. “Mas fizemos isso para garantir que nunca nos separaríamos”, fala.

Emília, o marido e a filha mais velha são cidadãos mexicanos e estão vivendo ilegalmente nos Estados Unidos. A filha mais nova e o filho são cidadãos dos Estados Unidos. “Eles estão bastante assustados e meu filho sempre me diz que não quer que eu retorne para o México”, fala. “O que vamos fazer no México. Não conhecemos nada lá”, indaga o menino.

Ainda não foi apresentado um relatório de quantas pessoas fugiram do Alabama desde que a lei entrou em vigor. Mas somente na comunidade de Emília, pelo menos 15 famílias foram divididas após a lei.

Outra questão levantada pelos defensores de imigrantes são os problemas psicológicos que esta lei causa nas crianças. Somente no ano passado, cinco crianças presenciaram a prisão de seus pais, os quais foram deportados em seguida. Isso causa um transtorno emocional muito grande.

Segundo a diretora de uma creche, Lourdes Villanueva, “é possível ver o medo nos olhos das crianças”. Ela explica que alguns de seus alunos sempre dizem que não sabem se os pais voltarão para buscá-los na escola. “Algumas mães me entregam a crianças pela manhã e dizem para cuidar bem de seus filhos, pois não têm certeza de voltarão para pegá-los”, se emociona.

(da redação)
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