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Editorial - Economia
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Chuvas no Rio deixam verduras e legumes mais caros
12 de janeiro de 2012.

As fortes chuvas que atingem o Estado do Rio de Janeiro há duas semanas causaram perdas na agricultura e o consumidor local vai ter que pagar mais caro por frutas, verduras e legumes.

Com lavouras atingidas pelas enchentes nas regiões Serrana, Norte e Noroeste, o preço de alguns alimentos mais que dobrou no atacado, segundo a Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa Grande Rio (Acegri). Esse acréscimo nos preços deve ser repassado ao consumidor final.

O tomate deve ser um dos vilões da feira. Na semana passada, a caixa com 20 quilos de tomate era vendida no Ceasa por entre R$ 30 e R$ 35. Nesta semana, a mesma caixa subiu para R$ 80 --uma variação de até 166%.

Em uma feira livre no bairro do Rio Comprido, na Rua Barão de Sertório, na zona Norte da capital fluminense, o quilo do tomate já chega a ser vendido a R$ 4,50.

"Toneladas de alimentos estão perdidas devido à dificuldade de escoamento e cheias nas áreas de cultivo. Infelizmente, o prejuízo acaba sendo repassado ao consumidor que, além de pagar mais caro, tem menos oferta nos mercados e feiras", afirma o presidente da Acegri, Waldir Lemos.

Nas próximas semanas o preço do tomate deve voltar a cair, segundo Lemos, com o início da safra na cidade de Caçador, em Santa Catarina.

Entre os vilões, abobrinha, quiabo, vagem e brócolis

Entre os produtos que irão pesar mais no bolso do consumidor está o brócolis. Na semana passada, o amarrado da verdura, com aproximadamente 1 quilo, saía a R$ 4. Nesta quarta-feira (11), os boxes do Ceasa comercializavam a verdura por R$ 9.

A abobrinha, o quiabo, o tomate e a vagem também já registram aumento no atacado.

No Ceasa, a caixa com 14 quilos de abobrinha passou de R$ 30 para R$ 60. Já a caixa da vagem com aproximadamente 15 quilos está custando R$ 100 --na semana passada, custava R$ 40, um aumento de 150%.

O quilo do quiabo, que saía em média a R$ 2,15 nos boxes na semana passada, é vendido esta semana por R$ 3,60.

Barraca vazia e pesquisa de preço

O feirante Luiz Augusto Fernandes, 38, que esteve no Ceasa na madrugada desta quarta-feira, disse que nem toda a sua banca está abastecida devido aos preços elevados.

"Eu me coloco no lugar do freguês. Semana passada eu vendia o tomate a R$ 3,50. Fui obrigado a aumentar: não posso passar por menos de R$ 4,50", diz. “Vender jiló e quiabo está quase impossível”, diz o feirante. Segundo ele, em bairros da zona Sul, região nobre da cidade, esses legumes podem chegar a R$ 6 o quilo.

A aposentada Rita de Cássia Dias, de 68 anos, tem ido aos supermercados pesquisar os preços antes de comprar na feira. "Aqui [na feira] eu só comprei banana prata, que está o mesmo preço do mercado, e ainda consegui pechinchar porque o feirante é meu amigo", diz. "No mercado consegui comprar batata, abóbora e laranja mais baratos." A aposentada diz que chegou a economizar R$ 4 nas compras no supermercado.

Supermercados

Os reflexos desses aumentos ainda não chegaram a dois supermercados Extra e Mundial, na Grande Tijuca e zona Norte, visitados pela reportagem do UOL. As duas lojas oferecem promoção de verduras e legumes que já tinham em estoque.

Segundo o gerente da loja do Extra, os preços devem ser reajustados até o final desta semana, quando os estoques forem renovados. 

uol.com.br
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