Mais um incêndio tem como vítima membros da comunidade brasileira na região do MetroWest. Desta vez foi na cidade de Milford, em Massachusetts, e aconteceu na madrugada de quinta-feira (19). Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas destruiu um estabelecimento comercial de produtos vindos do Brasil e um apartamento onde residiam alguns brasileiros.
Segundo os registros policiais, pouco depois da meia noite de quarta-feira, os moradores do apartamento sentiram o cheiro de queimado. Ao investigarem do quem se tratavam, eles perceberam que era início de um incêndio. Imediatamente saíram do edifício e procuram um local mais seguro.
A princípio, os investigadores acreditam que os alarmes de incêndio do prédio estavam desligados. Isso é muito comum em apartamentos ocupados por brasileiros, principalmente onde todos são fumantes e optam por não sair do local para fumar. “Isso é muito perigoso e estando ligados, os sensores podem evitar tragédias como esta”, afirmou o chefe do Corpo de Bombeiros, John Touhey.
O chefe afirmou ainda que a primeira equipe chegou ao local poucos minutos depois de ser acionada e que encontraram um forte incêndio, com chamas quase incontroláveis. Segundo ele, a baixa temperatura e o chão escorregadio dificultaram a ação da equipe, “além de com gelar a água dos hidrantes”.
Cerca de 60 bombeiros de Milford e cidades vizinhas atuaram no combate a este incêndio, que durou cerca de quatro horas até que tudo fosse controlado. Alguns membros da equipe permaneceram no local até o dia amanhar para garantir que as chamas não retornassem.
Apesar de não haver ninguém com ferimentos graves, alguns bombeiros e membros da equipe de resgate se machucaram devido ao chão escorregadio formado pela água utilizada para apagar as chamas. Como estava uma temperatura abaixo de zero, o líquido congelava e tornou-se palco de alguns escorregões. “Tudo está condenado e será preciso reconstruir o prédio”, afirmou o chefe dos bombeiros.
Os brasileiros, que viviam no andar superior da loja, devido ao forte frio, foram alojados por vizinhos. Os nomes das vítimas não foram divulgados pelas autoridades e as causas do incêndio ainda estão sob investigação. “Acreditamos que tudo possa ter sido iniciado no primeiro andar”, ressaltou John.