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Editorial - Economia
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Dólar já cai 7% no ano e fecha cotado a R$ 1,739
27 de janeiro de 2012.
O dólar fechou em baixa nesta sexta-feira (27), completando a quarta semana consecutiva de perdas e atingindo o menor nível em quase três meses, em linha com a fraqueza da moeda no exterior em meio a expectativas de um desfecho positivo para a dívida grega.. A moeda norte-americana registrou queda de 0,32%, cotada a R$ 1,739 na venda. No ano, a desvalorização chega a 6,95%.

A volatilidade deu o tom da sessão. O dólar abriu em queda, marcando na mínima do dia R$ 1,739. Mas passou a subir no final da manhã -alcançou R$ 1,749 real na máxima após os dados fracos sobre a economia norte-americana- e voltou a perder força ao longo da tarde para finalmente revisitar as mínimas do dia. 

O movimento ficou em linha com a oscilação do dólar no exterior. No final da tarde, a moeda norte-americana perdia cerca de 0,60% frente a uma cesta de divisas, pressionado pela recuperação do euro, que superava a faixa de US$ 1,32 por esperanças de que a Grécia chegue a um acordo com credores privados para evitar um calote. 

Os ministros das Finanças da zona do euro mostraram otimismo nesta sexta-feira de que um acordo para evitar o calote desordenado da Grécia esteja perto de ser alcançado. Eles também acreditam que as principais peças para resolver a crise de dívida da Europa estejam gradualmente entrando no lugar. 

Para o diretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira, a queda do dólar pode continuar nos próximos dias caso o cenário externo continue estável e, principalmente, com a continuidade de ingressos de recursos ao país oriundos de captações externas. 

A Companhia Siderurgica Nacional deve emitir em breve, e a Braskem precificou na véspera uma emissão que pode levantar US$ 750 milhões. Além disso, o frigorífico Minerva inicia em 30 de janeiro um roadshow que poderá resultar em uma captação externa, segundo uma fonte envolvida. 

Na visão de Bandeira, o governo pode agir para conter a apreciação do real apenas se a cotação cair abaixo de R$ 1,70. "Enquanto tiver na casa de R$ 1,74, R$ 1,75, acho que o governo vai ficar apenas observando", afirmou.


(da uol)
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