Segundo a polícia, ao todo quatro adolescentes são investigados pela participação nas agressões que causaram ferimentos gravíssimos e incompatíveis com a vida do cão
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Polícia confirma que adolescentes suspeitos de matar cão em Santa Catarina estão nos Estados Unidos
Da redação
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que dois adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, estão atualmente nos Estados Unidos. O caso, que gerou comoção nacional, segue em investigação e envolve acusações de maus-tratos extremos contra o animal, que era cuidado há cerca de dez anos por moradores de uma praia do estado.
Segundo a polícia, ao todo quatro adolescentes são investigados pela participação nas agressões que causaram ferimentos gravíssimos e incompatíveis com a vida do cão. Orelha foi encontrado em estado crítico e precisou ser submetido à eutanásia. As informações foram confirmadas pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, em declarações divulgadas pela imprensa.
De acordo com a corporação, os dois adolescentes que estão fora do país viajaram aos Estados Unidos em uma viagem previamente programada, e não há, até o momento, indícios de que a saída do Brasil tenha ocorrido com o objetivo de fugir da investigação. A polícia afirma que tomou conhecimento da viagem somente após o início das diligências e que o retorno dos adolescentes ao Brasil é esperado para os próximos dias.
Paralelamente, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos adolescentes que permanecem no Brasil. Também foi cumprido um mandado contra um adulto suspeito de coagir uma testemunha, possivelmente com o uso de uma arma, que não foi localizada durante a ação policial.
O caso é acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina e tramita sob sigilo, em razão do envolvimento de menores de idade. As autoridades reforçam que novas informações só serão divulgadas à medida que a investigação avançar, respeitando os limites legais.
A morte de Orelha provocou forte mobilização popular, inclusive entre brasileiros que vivem no exterior, e reacendeu o debate sobre crimes de maus-tratos a animais, responsabilização de adolescentes e o papel de adultos em episódios de violência. A Polícia Civil afirma que o inquérito segue em andamento e que todos os envolvidos serão responsabilizados conforme a lei.
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