Viver no exterior não é fácil. Além dos altos e baixos comuns que experimentamos em nossa terra natal, temos que lidar constantemente com desafios culturais e econômicos que eventualmente nos fazem pensar: “Eu deveria mesmo estar morando aqui?”
Publicidade
Publicidade
Como Domar Seu Crítico Interior e Sair de Uma Crise: Exercício Prático
Viver no exterior não é fácil. Além dos altos e baixos comuns que experimentamos em nossa terra natal, temos que lidar constantemente com desafios culturais e econômicos que eventualmente nos fazem pensar: “Eu deveria mesmo estar morando aqui?”
Há assuntos que nos roubam a felicidade e causam sérias crises existenciais. Nos últimos vinte e cinco anos, venho seguindo o estudo da felicidade feito pela Universidade de Harvard. E como criadora de um método de reinvenção pessoal, partilhei em artigos anteriores como desafiando meu corpo, descobri formas de mudar minha estrutura mental e superar meu estado de tristeza debilitante.
Encorajada pelo sucesso de um experimento pessoal, tentando aprender surf após um luto que eu não conseguia superar, tentei diferentes desafios físicos e mentais durante minhas crises. Em cada situação, eles sempre me traziam de volta ao equilíbrio. Minhas experiências também revelaram que desafiar o corpo pode revelar novos traços de sua personalidade, ou despertar alguns que estavam adormecidos: coragem, perseverança, autocompreensão e auto-apoio.
Pouco antes de completar 40 anos, uma grave disfunção hormonal me fez perder cabelo, peso e adquirir manchas de envelhecimento pelo rosto. Dessa vez, as mudanças de aparência foram tão marcantes que decidi documentar minhas alterações físicas num “antes e depois” do tratamento médico necessário.
Eu me fotografei no meu estado inicial e depois, uma vez por semana, a fim de seguir minha evolução implementando novas rotinas: dieta, medicamentos e um desafio físico. Me surpreendeu que as melhorias não se refletiam apenas do lado de fora: na qualidade da minha pele e uma expressão facial mais descansada. Elas foram sentidas por dentro, com mais auto-estima, e admiração própria por meus esforços.
Ao longo dos dois anos desse experimento, descobri que criar registros com fotos, vídeos e gravações foi muito encorajador. Eu não precisaria contar apenas com minha persistência, teria dados reais que me manteriam no caminho certo. Alguns dias eu acha que estava tudo péssimo, e quando assistia às gravações ou observava minhas fotos, percebia que era minha mente que estava ruim naquele momento. Havia provas concretas que eu estava melhorando, e que eu fazia parte de um experimento destinado ao meu sucesso. Algo que não poderia ser interrompido, independente do meu humor.
Se você anda insatisfeito e muitas vezes se sentindo infeliz, geralmente há fatores externos envolvidos, mas sua relação com você mesmo e sua forma de ver o mundo podem contribuir muito para diminuir seus problemas, ou pelo menos, lhe dar mais clareza para lidar com eles. Esse exercício do método PictureCure, te ajudará a domar seu crítico interior e criar um olhar positivo para sua vida.
1- Escolha seu desafio e faça dele seu projeto pessoal:
De preferência, encontre uma atividade que exija movimento e queime calorias: esportes em grupo, dança, natação, corrida. Algo excitante ou difícil. Mesmo que nunca os tenha tentado. Se você não estiver em sua melhor forma ou se recuperando de uma lesão ou doença, comece devagar e adicione novas etapas mais tarde. O essencial é que seu desafio seja mentalmente estimulante.
2- Documente o seu progresso:
Você precisará de uma câmera, um gravador e um caderno de anotações. Pode fazer tudo nos aplicativos do seu SmartPhone.
3- Se fotografe:
O DIA 1 é o seu ponto de referência. Tire 5 fotos de si mesmo. Corpo e rosto. Não pose. Não force um sorriso. Pense em como você se sente agora e deixe que a emoção —boa ou ruim—seja refletida em sua expressão. Se você anda com raiva ou frustrado, mostre.
Após iniciar seu novo desafio, repita essas sessões de fotos de 10 minutos, uma vez por semana.
4- Escreva:
Mantenha um “diário científico” para descrever as alterações físicas que você vê em suas fotos. Lembre-se de que ao observar suas fotos e escrever seus relatórios, você não é a pessoa naquelas imagens, é o observador. Não tenha pena de sua dor ou frustração. Apenas descreva o que se reflete em seu corpo e expressão facial. Seja o mais preciso possível e trate o experimento como algo que você fez uma dúzia de vezes e sempre funcionou. Seja persistente.
5- Verbalize:
Grave os seus pensamentos e sentimentos. Conte como eles mudaram ao longo das semanas após você se envolver em novos hábitos e atividades. Escrever num diário é ótimo, mas falar em voz alta faz você se ouvir. Trabalha melhor suas emoções.
Importante: Lembre-se que você não está falando consigo mesmo. Isso é um método para ajudá-lo a desabafar, registrar suas emoções e eventualmente, melhorar seu diálogo interior. Fiz este experimento inicialmente com 70 voluntários em 2010 e desde então, outros participantes vêm se beneficiando dessas dicas que descobri:
Para não se sentir ridículo reportando suas experiências, converse com o gravador como se estivesse reportando para um psicólogo. Comece com: “Hoje é dia X, e estou descrevendo minha atividade Y.” Pode falar sobre o seu desafio físico em si, e qualquer emoção positiva ou negativa que estiver na sua mente. Insista, mesmo que não goste da sua voz gravada, ou não fique à vontade com o processo. Você se acostumará com a prática, e verá os benefícios.
6- Analise:
Veja suas fotos e vídeos com frequência. Mas ouça suas gravações preferencialmente um mês após a experiência. Isto o ajudará a perceber mais claramente se já superou alguns dos problemas reportados. E se não for o caso, você poderá achar soluções (totais ou parciais) revisitando a gravação após algumas semanas.
7- Aprenda a enfrentar suas crises, em vez de escapar delas:
Encare o que não gostar de ver e ouvir como parte do processo. Não se importe com suas fotos ruins. Não apague nada. Elas não foram feitas pro seu Instagram. Você quer que elas sejam “feias” ou “tristes” no começo, para lembrá-lo que você pode seguir em frente, e se tornar melhor. Novas fotos ou vídeos aprimorados aparecerão à medida que você persistir no seu desafio, e a comparação entre elas e suas primeiras imagens lhe trará orgulho.
8- Desenvolva uma voz interior encorajadora na qual poderá confiar:
É comum ouvirmos nosso crítico interior nos derrubando. Ou falarmos mantras positivos na frente do espelho mesmo que não acreditemos neles. Para estimular a verdadeira voz interior positiva, você precisará ouvir suas gravações com compaixão. Sem se censurar muito, e tentando gradativamente equilibrar razão com emoção. Assim, você aprenderá a aconselhar-se de forma objetiva (e produtiva). Nem muito generoso, nem muito destrutivo. O que um bom amigo seria.
9- Tome as rédeas nos dias ruins:
Sempre que tiver um dia ruim, assista sua coleção de fotos e vídeos. Veja o seu progresso. Observe aquele você que está se exercitando, tentando algo novo, visando o auto-aperfeiçoamento. Mesmo que ainda falte muito para atingir sua meta, o que importa nos dias negros é honrar aquele você que está dando duro. Não quebre o ciclo.
10- Peça ajuda à sua voz interior:
No começo soa ridículo, mas é como rezar. Para um ateu, rezar parece ridículo. Para o crente não é. Quando você está triste e desanimado, é quando mais precisa sair de casa e agitar sua mente, engajando-se em seu desafio.
Se um dia você realmente não puder entrar de cabeça no plano, ao menos comprometa-se a dar uma caminhada de passo rápido. Saia de casa acompanhado por essa “nova voz interior” que você está cultivando. Converse com ela. Assim como em qualquer amizade, quanto mais tempo investimos num saudável diálogo interior, mais conectados nos sentimos com nossa essência. Grave estes “papos.” Assim, saberá exatamente quando essas palavras ao vento mudaram de um exercício obrigatório para um hábito prazeroso, que muito contribuirá para a sua felicidade.
Gostaria de apoio de uma equipe especializada sem custo algum? Uma vez por ano, a PictureCure aceita voluntários para fazer este workshop com a mesma supervisão especializada oferecida aos seus clientes, só que de forma gratuita. O objetivo deles é receber sua avaliação do programa para pesquisas e controle de qualidade. Pessoas de qualquer cidade podem participar do estudo, pois seu acompanhamento e aconselhamento personalizados serão feitos online. Nenhum dado pessoal é divulgado. Dia 1 de setembro, abrem 50 vagas para voluntários falantes de português. Os interessados devem acessar PictureCure.com/contact, escrevendo no título do email “Voluntário.” Deixe o seu contato, a razão de você querer participar de um programa de desenvolvimento pessoal, e no que você mais gostaria de melhorar. Uma semana após sua inscrição, você será contactado se o seu perfil e necessidades puderem ser atendidos pela corrente pesquisa. Dedos cruzados!
Publicidade




