Após passar seis meses detida pelo Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) sem enfrentar acusações criminais, a estudante Allison Bustillo Chinchilla, de 20 anos, decidiu se autodeportar para Honduras, país onde nasceu e que deixou ainda criança.
Publicidade
Publicidade
Estudante de 20 anos da Carolina do Norte decide se autodeportar após seis meses em custódia do ICE
Após passar seis meses detida pelo Departamento de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) sem enfrentar acusações criminais, a estudante Allison Bustillo Chinchilla, de 20 anos, decidiu se autodeportar para Honduras, país onde nasceu e que deixou ainda criança.
Allison foi detida em 24 de fevereiro, em Charlotte, junto com a mãe e o irmão. Dias depois, foi separada da família e transferida para o Stewart Detention Facility, na Geórgia, conhecido por denúncias de más condições. Durante o período de detenção, relatou problemas de saúde e dificuldade para obter tratamento adequado para sua escoliose, condição que afeta a coluna.
“Estou com dificuldades em relação aos meus remédios desde que cheguei aqui. Eles não estão me tratando da forma que deveriam”, afirmou em entrevista em julho.
Apesar da decisão de Allison de deixar os EUA por conta própria, seus advogados denunciaram que agentes de imigração tentaram transferi-la algemada para um centro em Louisiana, de onde seria deportada em um voo do governo. Após contestação legal, o ICE confirmou que ela poderá sair voluntariamente em um voo comercial.
Allison viveu nos EUA desde os oito anos de idade. Formada pela Crest High School, em Cleveland County, atuava como assistente de enfermagem certificada e havia sido aceita, com bolsa de estudos, na Gardner-Webb University, onde pretendia cursar enfermagem.
Descrita pela mãe, Keily Chinchilla, como trabalhadora e dedicada, Allison ajudava a cuidar do irmão autista e apoiava financeiramente a família. “Ela era minha mão direita, minha melhor amiga, meu tudo”, disse a mãe, emocionada. “Não sei como continuar sem ela.”
A advogada Helen Parsonage, que representa a jovem, entrou com pedido federal para sua libertação, alegando que o caso contradiz o discurso oficial do ICE. “O ICE afirma deter apenas criminosos ou pessoas que representam perigo à comunidade. Allison não se enquadra em nenhuma dessas categorias”, publicou Parsonage em uma rede social.
A mãe da jovem afirmou que as condições no centro de Stewart foram determinantes para a escolha de autodeportação. “É difícil e dói saber que ela vai embora”, disse Keily.
Apesar da decisão, Allison e sua família temem o retorno a Honduras, país marcado por violência e insegurança. “A única memória que minha filha tem de lá é quando colocaram uma arma em nossas cabeças”, contou Keily à WSOC-TV.
Agora, a família se prepara para a separação e encara incertezas sobre o futuro. “Ela cuidava do irmão autista e do mais novo. Não sei como vou explicar para eles que ela não vai voltar para casa”, lamentou a mãe.
Publicidade




