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Revista Brazilian Times # 84
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Coluna Sportotal: Russell vence em Singapura

McLaren leva o campeonato de construtores da temporada

A Mercedes encerrou um jejum de oito corridas sem vitórias no  domingo (5), com a vitória de George Russell no GP de Singapura, circuito de Marina Bay. O britânico superou o tetracampeão e melhor piloto do grid, Max Verstappen, do “Touro Indomável”, que terminou em segundo a frente dos papayas. 

A raiva silenciosa de Piastri. Não aquela raiva barulhenta, de quem grita no rádio, soca o volante, chuta garrafa de água ou quebra capacete no boxe. É a raiva de quem se cala, o tipo mais perigoso de todas elas. Porque Piastri não é um piloto qualquer. Ele é um computador programado com capacete, programado para a perfeição, e agora esse talento de gelo, esse software está prestes a travar…por causa da McLaren.

Sim, a gloriosa equipe papaya, que um dia ergueu troféus com o lendário Emerson Fittipaldi, Senna e Prost, agora parece ter se transformado em um clube de fãs de Lando Norris. O favoritismo é tão descarado que falta apenas adesivar o carro de Piastri com a frase “veículo de apoio oficial de Norris”.

Enquanto isso, a corrida de Singapura nos deu uma combinação fantástica: Russell vencendo e convencendo, Verstappen espreitando como um predador em segundo, e a McLaren tropeçando na própria sombra. 

E Verstappen? Ah, ele não precisa vencer todas as corridas. Basta estar ali, rondando, com aquele olhar de quem já sabe que o final é inevitável. Ele é como o tubarão que cheira o sangue na água. E o sangue, neste momento, está vindo da McLaren.

Porque, sejamos sinceros, a equipe está trabalhando contra si mesma. O favoritismo por Norris é tão evidente que parece até roteiro de novela: o menino britânico carismático, aplaudido pelas câmeras, e o australiano frio, gelado e eficiente, relegado ao papel de vilão, só porque não sorri o suficiente nas entrevistas.

Mas Piastri tem algo que Norris não tem: um senso cirúrgico de oportunidade. E se a McLaren continuar tratando o menino de gelo como segundo piloto, vai acordar tarde demais, quando perceber que deixou escapar um campeão mundial por puro sentimentalismo corporativo.

A McLaren, por sua vez, assegurou o título de construtores da temporada 2025 com o terceiro lugar de Lando Norris. Foi o décimo campeonato da equipe inglesa, que agora ultrapassa a Williams e se torna a segunda maior vencedora da história da Fórmula 1, atrás apenas da Ferrari, que soma 16 títulos. 

Mercedes mostra força em Singapura 

Com a vitória em Marina Bay, Russell alcançou o quinto triunfo de sua carreira. Foi a primeira vez que o piloto venceu no traçado de Singapura, em um ano marcado pelo domínio consistente da McLaren. George Russell foi soberano nas ruas de Marina Bay no domingo (5), e venceu o GP de Singapura com autoridade. O britânico da Mercedes largou na pole, manteve o controle durante toda a prova e cruzou a linha de chegada à frente de Max Verstappen, da Red Bull, e Lando Norris, da McLaren.

Desde a largada, Russell mostrou ritmo forte e manteve a liderança com autoridade. Verstappen que fez escolha errada de pneus para tentar dar o bote na largada, viu sua escolha derreter no asfalto fervendo das ruas de Singapura. Ele até que tentou acompanhar o britânico, mas não teve ritmo suficiente e viu a diferença aumentar volta após volta. A McLaren, por sua vez, protagonizou momentos de tensão logo na primeira volta, quando Norris e Piastri se tocaram levemente na disputa pela terceira posição. 

O ritmo de Russell foi dominante. O piloto abriu mais de nove segundos de vantagem antes das paradas nos boxes e manteve o controle mesmo após o ciclo de pit stops. Verstappen ainda tentou reagir, mas um erro o fez perder tempo precioso e praticamente selou a vitória do britânico. 

Gabriel Bortoleto teve um domingo difícil: o brasileiro da Sauber perdeu parte da asa dianteira logo no início, precisou trocar o componente e voltou em último. Ele ainda conseguiu algumas ultrapassagens, mas voltou a perder posições e terminou fora da zona de pontuação.

Nas voltas finais, a atenção se voltou à disputa entre Verstappen e Norris pela segunda posição. O britânico da McLaren chegou a encostar no tetracampeão, mas um erro o fez escapar e perder contato. Enquanto isso, Russell seguia soberano, administrando a vantagem até cruzar a linha de chegada com boa vantagem sobre o holandês. 

“Muito feliz, ainda mais depois do que acontece há dois anos, quando perdi uma oportunidade. Feliz com a equipe, eles fizeram um grande trabalho. Eu não sei de onde essa performance veio, mas estou muito feliz”, celebrou George Russell após a corrida.

A próxima etapa da F1 será o GP aqui nos Estados Unidos, marcado para o dia 19 de outubro, às 16h (de Brasília), no Circuito das Américas, em Austin, no Texas.

Texto by: Roberto Vieira

Jornalista e comentarista esportivo 

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