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Revista Brazilian Times # 86
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Coluna Saúde da Mulher: Dia Mundial da Saúde Mental

Se existe uma área da vida que não tem como escapar, a saúde. A mente humana é capaz de realizar muitas coisas, e para isso é necessário de cuidados, principalmente os relacionados às emoções.

Se existe uma área da vida que não tem como escapar, a saúde. A mente humana é capaz de realizar muitas coisas, e para isso é necessário de cuidados, principalmente os relacionados às emoções.

No último dia 10 de outubro, o mundo parou para alertar sobre a importância de manter uma mente equilibrada e também para a prevenção de doenças mentais. Apesar do avanço da medicina e novas alternativas para tratar as emoções, infelizmente cresce o número de pessoas que declaram estarem sofrendo de ansiedade e depressão.

Somente nos Estados Unidos, estima-se que mais de 21 milhões de pessoas sofreram ao menos um período de depressão no ano de 2021. Lembrando que trata-se de um ano mundialmente difícil, devido a pandemia da Covid-19.

De acordo com o National Institute of Mental Health, (MIMH), mais de 8% das pessoas que foram diagnosticadas com depressão severa em 2021 eram compostas por adultos. O que se torna ainda mais assustador é que essa taxa está se elevando cada vez mais nos últimos anos.

Para compreender melhor, entre a faixa de 18 à 25 anos 18.6% da população nos Estados Unidos sofrem de depressão severa, sendo 10.3% são mulheres. Outro fato importante é que o maior número de pessoas afetadas são os hispanos.

Lembrando que esses são alguns dos dados relacionados aos diagnósticos, porém; em se tratando de pessoas que compartilham dos mesmos sintomas porém nunca receberam uma avaliação de um especialista, esse número é muito maior.

Em relação a ansiedade, que é o distúrbio que mais atinge pessoas, atingindo o número acima de 40 milhões de adultos acima de 18 anos. Isso significa que a cada ano, 21% dos adultos são diagnosticados com depressão, representando assim que durante a vida, cerca de 3 à 10 adultos vão sofrer ao menos um episódio de sintomas depressivos.

Fatores como raça, etnia e sócio-econômico também influenciam na prevalência dos casos e a Organização Mundial de Saúde reconhece que a depressão pode levar à incapacidade, quando o paciente perde a condição de autonomia.

O diagnóstico de um distúrbio ou doença mental envolve uma avaliação multidisciplinar, que requer a colaboração não só dos especialistas da área de saúde mental, entre outros, mas também do paciente e familiares. 

Normalmente é necessário uma avaliação inicial com o clínico geral que encaminha para o especialista.  Através do histórico familiar e exames clínicos e laboratoriais é possível compreender se existe uma disfunção hormonal ou até mesmo externa que possam estar influenciando no comportamento e provocando os sintomas. 

Em caso de necessidade de encaminhamento do paciente para uma avaliação com psicólogo ou um médico psiquiatra, é possível então fechar um diagnóstico e iniciar um tratamento personalizado de acordo com a necessidade de cada paciente.

Algo que também é necessário atentar é que crianças também podem desenvolver sintomas de ansiedade e depressão e quanto antes forem tomadas as medidas adequadas melhor é o resultado do tratamento e menor a possibilidade de sofrimento intenso.

Não podemos esquecer que ninguém escolhe ficar deprimido ou viver ansioso, mas o acúmulo de responsabilidades, instabilidade econômica e o abuso de substâncias tóxicas ou medicamentos controlados podem encadear ou agravar os sintomas, podendo até desencadear outras doenças associadas como os distúrbios alimentares e sexuais.

O importante é falar sobre o assunto sem preconceito, sem tabu e sem medo de ser feliz. Não é sobre estar “bem” todo tempo, mas é se conhecer e estar pronta para oferecer apoio e cuidados para quando alguém precisar.

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