O grande vencedor da prova masculina foi Zablon Chumba, do Quênia, que cruzou a linha de chegada com o tempo impressionante de 2h07min11s, conquistando sua primeira vitória em Lisboa e registrando uma das melhores marcas pessoais de sua carreira.
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Maratona de Lisboa 2025 consagra Zablon Chumba e Abebech Afework em uma edição inesquecível
Maratona de Lisboa 2025 consagra Zablon Chumba e Abebech Afework em uma edição inesquecível

Lisboa amanheceu sob um céu encoberto no dia 25 de outubro de 2025, com nuvens densas que pareciam pairar sobre o Rio Tejo como parte do cenário cuidadosamente preparado para um grande espetáculo. As primeiras horas da manhã trouxeram chuvas leves e uma temperatura amena, condições que muitos corredores consideram ideais para enfrentar os 42 quilômetros de uma maratona. Ainda antes da largada, já era possível sentir no ar aquela mistura inconfundível de expectativa, concentração e entusiasmo que só um evento desse porte consegue provocar. A capital portuguesa despertava ao ritmo dos passos acelerados de milhares de atletas prontos para transformar as ruas históricas em palco de superação.

A Maratona de Lisboa 2025 reuniu cerca de 15 mil corredores vindos de mais de 70 países, estabelecendo um recorde histórico de participação. O crescimento expressivo desta edição foi impulsionado por uma parceria inédita com a Maratona de Londres, que ampliou o alcance internacional da prova e reforçou seu prestígio no calendário global das corridas de longa distância. Essa conexão entre duas cidades emblemáticas do esporte ajudou a atrair ainda mais atletas estrangeiros, consolidando Lisboa como um dos destinos mais desejados para quem busca unir desafio físico e cenário inesquecível.
O percurso, conhecido por sua beleza singular, teve início em Cascais e seguiu até a emblemática Praça do Comércio, no coração da capital. Ao longo do trajeto, os corredores foram presenteados com uma verdadeira viagem por alguns dos cartões postais mais marcantes de Portugal. A Torre de Belém surgia imponente à beira do rio, enquanto o Mosteiro dos Jerónimos revelava sua grandiosidade histórica em contraste com o movimento vibrante da prova. Mais adiante, a Ponte 25 de Abril se desenhava no horizonte, criando uma moldura impactante para quem avançava quilômetro após quilômetro. O Rio Tejo acompanhou boa parte do percurso, refletindo o céu cinzento e oferecendo uma paisagem que, mesmo sob a luz difusa da manhã nublada, mantinha seu charme inegável.

Apesar do clima instável, a energia ao longo das ruas foi contagiante. O público lisboeta compareceu em peso, ocupando calçadas e pontos estratégicos com faixas, aplausos e palavras de incentivo. Bandas espalhadas pelo trajeto adicionaram uma trilha sonora vibrante à jornada dos atletas, transformando cada trecho em uma celebração coletiva. Era impossível passar por determinados pontos sem perceber o impacto direto da torcida sobre o ritmo dos corredores, muitos dos quais encontravam nas manifestações de apoio a força extra necessária para seguir adiante.
Na elite masculina, o grande destaque foi o queniano Zablon Chumba, que cruzou a linha de chegada com o impressionante tempo de 2h07min11s.

Foi sua primeira vitória em Lisboa e uma das melhores marcas pessoais de sua carreira. Desde os primeiros quilômetros, Chumba manteve um ritmo consistente e estratégico, administrando a prova com experiência e determinação. Ao entrar na reta final na Praça do Comércio, foi recebido sob aplausos intensos, confirmando mais uma vez o domínio africano nas provas de longa distância.
No feminino, a etíope Abebech Afework
brilhou com igual intensidade. Com um desempenho sólido e regular, completou a maratona em 2h29min00s, garantindo também sua primeira vitória na capital portuguesa. Sua postura concentrada ao longo do percurso e a força demonstrada nos quilômetros decisivos evidenciaram a preparação cuidadosa que antecedeu o evento. Ao cruzar a linha de chegada, foi ovacionada pelo público, que reconheceu não apenas a conquista, mas a elegância e a determinação presentes em cada passada.
A Maratona de Lisboa reafirmou, nesta edição, seu status como uma das mais belas e queridas da Europa. Não se trata apenas de tempos e recordes, mas da experiência completa que envolve atletas e espectadores. O cenário urbano integrado à paisagem natural, a proximidade constante com o Tejo e a riqueza histórica dos monumentos transformam a corrida em algo que ultrapassa o aspecto esportivo. Cada quilômetro parece contar uma história, cada curva revela um novo enquadramento da cidade, e o esforço físico se mistura com a contemplação.

Um dos aspectos mais marcantes deste ano foi a forte presença de corredores brasileiros, que levaram cor e alegria ao evento. Bandeiras verde e amarelas se destacavam ao longo do trajeto, criando uma atmosfera de celebração que chamava a atenção tanto dos locais quanto dos visitantes. Entre eles estava a brasileira identificada pelo BIB 4308, que após dez meses de treinamento completou sua primeira maratona. Sorridente e emocionada, cruzou a linha de chegada com a bandeira do Brasil sobre os ombros, simbolizando não apenas uma conquista pessoal, mas também o espírito vibrante que caracteriza os atletas do país.

Ao falar sobre a experiência, ela resumiu o sentimento de muitos ao afirmar que correr em Lisboa é como correr em casa, destacando a hospitalidade portuguesa e a beleza da cidade como fatores que tornam cada quilômetro especial. Sua trajetória naquela manhã refletiu o que se via repetidamente ao longo do percurso: histórias individuais de dedicação e disciplina culminando em momentos de pura emoção. O abraço de familiares, as lágrimas discretas ao receber a medalha e os sorrisos de alívio compuseram cenas que permaneceram gravadas na memória de quem acompanhou a chegada.
Mais do que uma competição, a Maratona de Lisboa 2025 se consolidou como uma celebração de resistência, paixão e união. Profissionais e amadores compartilharam o mesmo asfalto, cada qual carregando metas próprias e desafios pessoais. A cidade, por sua vez, mostrou-se mais uma vez preparada para acolher o mundo, oferecendo estrutura, entusiasmo e um cenário que transforma esforço em espetáculo. À medida que os últimos corredores cruzavam a linha de chegada, ainda sob o céu nublado que persistia sobre o Tejo, ficava claro que a edição deste ano não seria lembrada apenas pelos números, mas pela intensidade das emoções vividas ao longo de cada trecho do percurso.

Viajar e fotografar é uma forma maravilhosa de eternizar momentos, descobrir novos olhares e reviver, para sempre, as emoções de cada destino visitado.
Eu sempre acredito que é importante contar com um agente de viagens de confiança. Eu tenho o meu e espero que você também tenha o seu.
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