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Revista Brazilian Times # 83
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Governador da Califórnia critica Trump e diz que tarifas contra o Brasil foram “um dedo do meio”

O governador, um dos principais opositores do atual governo federal, também criticou a ausência de representantes oficiais dos Estados Unidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Cop30), que acontece em Belém. Segundo ele, sua presença no Brasil se deve à “falta de liderança” da Casa Branca em temas ambientais.

Da redação

Durante um evento em São Paulo, nesta segunda-feira (10), o governador da Califórnia, Gavin Newsom, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por impor tarifas de 50% sobre importações brasileiras. Segundo o democrata, a medida representa um “desrespeito” ao Brasil, um dos principais parceiros comerciais norte-americanos.

“O Brasil é um dos nossos grandes parceiros comerciais. É o país com o qual deveríamos nos envolver. No entanto, Trump mostrou o dedo do meio com 50% de tarifas. Isso é vergonhoso”, declarou Newsom durante o simpósio do Milken Institute, que reuniu investidores e autoridades em São Paulo.

O governador, um dos principais opositores do atual governo federal, também criticou a ausência de representantes oficiais dos Estados Unidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Cop30), que acontece em Belém. Segundo ele, sua presença no Brasil se deve à “falta de liderança” da Casa Branca em temas ambientais.

“A razão de eu estar aqui é a ausência de liderança vinda dos Estados Unidos, este vácuo. É algo bastante infantil. Não há nenhuma representação, nem mesmo um observador”, disse.

No último dia 31, o governo Trump confirmou que não enviaria representantes da Casa Branca para a cúpula da ONU na capital paraense. Um porta-voz informou aos jornais Bloomberg e The Guardian que a decisão foi uma orientação direta do presidente, que tem priorizado negociações bilaterais sobre energia e comércio em detrimento de compromissos multilaterais sobre o clima.

As críticas de Newsom ocorrem em meio a um novo atrito diplomático entre Washington e Brasília. No domingo, Trump acusou o governo brasileiro de “devastar a Amazônia” com a construção da Avenida da Liberdade, em Belém — uma obra de 13 quilômetros que corta áreas de floresta e comunidades locais.

A tensão marca mais um episódio de distanciamento entre o governo norte-americano e o Brasil, em um momento em que ambos os países deveriam estreitar laços em torno de temas econômicos e ambientais globais.

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