A cantora, guitarrista e compositora Nia Cephas, natural de Orange (Califórnia) e radicada em West Oakland, lança no dia 21 de novembro seu aguardado álbum de estreia, Cosmicpolitan, pelo selo Little Village Foundation. A obra é um mosaico sonoro que atravessa fronteiras e gêneros, reunindo bossa nova, samba, folk do Oriente Médio, pop, blues, reggae e jazz.
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Nia Cephas estreia com o álbum Cosmicpolitan, uma viagem musical entre continentes e emoções
A cantora, guitarrista e compositora Nia Cephas, natural de Orange (Califórnia) e radicada em West Oakland, lança no dia 21 de novembro seu aguardado álbum de estreia, Cosmicpolitan, pelo selo Little Village Foundation. A obra é um mosaico sonoro que atravessa fronteiras e gêneros, reunindo bossa nova, samba, folk do Oriente Médio, pop, blues, reggae e jazz.
Gravado ao longo de um ano no Greaseland Studios, em San Jose, sob produção de Kid Andersen, Alabama Mike e Jim Pugh, o disco reflete a trajetória multicultural de Nia e sua capacidade de transformar vivências pessoais em arte.
A história de sua descoberta parece saída de um roteiro de cinema. Alabama Mike, cantor e compositor de blues premiado, a encontrou por acaso em frente à casa de um primo. Ao saber que Nia tocava e cantava, convidou-a para uma improvisação. Ela voltou com o violão e apresentou “400 Years”, faixa que hoje integra o álbum. Impressionado, Mike a levou para tocar com sua banda num evento em Berkeley, onde Jim Pugh, fundador da Little Village Foundation, notou seu talento e a convidou para gravar algumas demos — o início de uma promissora parceria.
Em Cosmicpolitan, Nia contou com uma constelação de músicos de renome. Rick Andersen (Rick Estrin & The Nightcats), Jim Pugh (B.B. King, Etta James), o baixista Jerry Jemmott (Aretha Franklin, B.B. King), os bateristas Derrick D’Mar Martin e Gary Novak, o multi-instrumentista Endre Tarczy, o percussionista Jon Otis, a cantora Lisa Andersen e Rosane Duarte, mãe de Nia e sua primeira professora de música.
Entre os destaques do disco estão “Frequencia”, uma bossa nova com alma afro-brasileira; “Autumn Nights”, balada com pegada reggae; e “400 Years”, um folk rock intenso sobre as marcas da escravidão na sociedade atual. Suas interpretações misturam blues, gospel e jazz, com vocais cheios de emoção e nuances melódicas que evocam liberdade e superação.
Essa força também nasce de sua história pessoal. Em 2019, Nia sofreu um grave acidente que destruiu seu braço direito, tornando-a incapaz de tocar. Determinada, ela retomou o violão com paciência, reeducando os movimentos e reinventando sua técnica de dedilhado. “Espero que meu público sinta que, apesar do que se esteja enfrentando, tudo vai ficar bem no final”, afirma.
O lendário baixista Jerry Jemmott, que tocou com Nina Simone, comparou Nia à diva do soul, destacando “o poder por trás da mensagem” em suas canções. Honrada e surpresa, a cantora respondeu: “Senti-me fortalecida até o âmago. Não era sobre o som, mas sobre o impacto da mensagem”.
Em fevereiro, durante o Mês da História Negra, Nia escreveu:
“A influência afro-americana na música dos Estados Unidos é como a África para o mundo — a Mãe de todas as coisas grandiosas. Dos estilos country ao blues, as raízes africanas estão profundamente presentes. Tenho orgulho de seguir o caminho histórico e ancestral de ser uma musicista afro-americana.”
Com Cosmicpolitan, Nia Cephas transforma dor em arte e identidade em som, celebrando a herança cultural e espiritual que molda a música americana — e o próprio coração humano.
Assista ao vídeo: youtube.com/shorts/sXwRs92-vg8



