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Revista Brazilian Times # 83
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Entre Cavaleiros e Reis: Um Roteiro Histórico por Tomar e Batalha, Portugal

A origem do nome “Convento de Cristo” está diretamente ligada à devoção da nova ordem a Jesus Cristo. O edifício combina estilos arquitetônicos que vão do românico ao manuelino, destacando-se a famosa janela manuelina, ricamente ornamentada com símbolos náuticos e religiosos. Entre os muitos pontos imperdíveis estão a Charola, igreja circular inspirada no Santo Sepulcro de Jerusalém, e os claustros, que parecem conduzir o visitante a uma viagem no tempo.

Da redação

No coração de Portugal, a cidade de Tomar guarda um dos monumentos mais emblemáticos da história do país: o Convento de Cristo. Fundado em 1160 por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, o convento ergue-se como símbolo do poder e da fé dos cavaleiros que ajudaram a moldar o destino da nação. Após a extinção da Ordem dos Templários, o local foi entregue à Ordem de Cristo, que desempenhou um papel crucial nas grandes navegações portuguesas.

A origem do nome “Convento de Cristo” está diretamente ligada à devoção da nova ordem a Jesus Cristo. O edifício combina estilos arquitetônicos que vão do românico ao manuelino, destacando-se a famosa janela manuelina, ricamente ornamentada com símbolos náuticos e religiosos. Entre os muitos pontos imperdíveis estão a Charola, igreja circular inspirada no Santo Sepulcro de Jerusalém, e os claustros, que parecem conduzir o visitante a uma viagem no tempo.

Partindo de Lisboa, a viagem até Tomar leva cerca de 1 hora e 30 minutos por estrada (aproximadamente 135 quilômetros). O percurso revela belas paisagens do interior português, pontuadas por oliveiras e colinas que anunciam a chegada a uma das cidades mais históricas do país.

De Tomar, o caminho segue rumo à vila da Batalha, localizada a cerca de 60 quilômetros, o que representa pouco mais de uma hora de viagem. É lá que se encontra o majestoso Mosteiro da Batalha, oficialmente conhecido como Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Este monumento foi mandado construir por D. João I em 1386 como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, que assegurou a independência de Portugal frente a Castela.

O nome “Batalha” vem exatamente desse confronto histórico, e o mosteiro nasceu para eternizar esse triunfo. Sua arquitetura gótica, complementada por elementos manuelinos, é uma verdadeira obra-prima da arte portuguesa. O visitante pode admirar os vitrais coloridos, as imponentes Capelas Imperfeitas e o túmulo de D. João I e D. Filipa de Lencastre, que repousam lado a lado, símbolo da união e da dinastia de Avis.

Tanto o Convento de Cristo quanto o Mosteiro da Batalha são Patrimônios Mundiais da UNESCO e representam capítulos essenciais da identidade portuguesa. Visitar esses locais é mais do que uma viagem pelo tempo: é mergulhar na alma de Portugal, entre cavaleiros templários, reis e histórias que ecoam em cada pedra.

Para obter dicas sobre Batalha ou Tomar, entre em contato comigo pelo instagram @moxleyonthemove.

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