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Última Edição #4392

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
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Estudante universitária de 19 anos é detida em Boston e deportada apesar de ordem judicial que bloqueava a remoção

Uma estudante universitária de 19 anos foi detida no Aeroporto Logan, em Boston, Massachusetts, enquanto se preparava para viajar a Texas para surpreender a família no feriado de Ação de Graças e, horas depois, acabou deportada para Honduras — mesmo depois de um juiz federal ter emitido ordem proibindo sua remoção, segundo seu advogado e documentos judiciais.

Uma estudante universitária de 19 anos foi detida no Aeroporto Logan, em Boston, Massachusetts, enquanto se preparava para viajar a Texas para surpreender a família no feriado de Ação de Graças e, horas depois, acabou deportada para Honduras — mesmo depois de um juiz federal ter emitido ordem proibindo sua remoção, segundo seu advogado e documentos judiciais.

Any Lucia Lopez Belloza, que entrou nos Estados Unidos quando tinha apenas 8 anos de idade, é aluna do Babson College, onde cursa negócios, e havia passado pela segurança do aeroporto antes de ser parada enquanto ia embarcar. De acordo com o advogado Todd Pomerleau, agentes a instruíram a se afastar do portão, informaram que havia uma ordem de remoção e a prenderam; horas depois, documentos mostram que um juiz federal havia ordenado que ela não fosse removida do país nem transferida para fora de Massachusetts.

Ainda segundo relatos da defesa e do jornal local, Lopez Belloza foi levada à unidade local do ICE em Burlington e, no dia seguinte, transferida para um centro de detenção no Texas; por fim, no fim de semana, foi deportada para Honduras. A família só conseguiu contato com a jovem 48 horas depois, quando ela conseguiu telefonar do país para onde foi enviada.

O caso provocou reação de advogados e organizações de defesa dos imigrantes, que afirmam que a remoção violou a ordem judicial e os direitos de Lopez Belloza. Representantes de grupos de advocacia passaram a acompanhar o processo e a avaliar medidas para tentar reverter a deportação ou viabilizar o retorno da jovem.

 Em resposta institucional, a reportagem local informou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o Babson College não comentaram de imediato; por outro lado, veículos relataram declarações oficiais indicando que havia um histórico administrativo — segundo o DHS citado em alguns relatos, haveria uma ordem de remoção anterior datada de anos atrás — uma versão que está sendo contestada pelos advogados da estudante.

Especialistas em imigração ouvidos por jornalistas recordam que casos em que decisões judiciais de última hora tentam travar remoções dependem da capacidade dos tribunais de fazer cumprir suas ordens diante de ações de agências federais — e que episódios semelhantes já geraram debate sobre controles, prazos e comunicação entre sistema judicial e autoridades de imigração. O episódio reacende perguntas sobre procedimentos em aeroportos e as salvaguardas para jovens que cresceram nos EUA e frequentam instituições educacionais.

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