A Igreja Saint Susanna, em Dedham (Massachusetts), voltou a utilizar seu tradicional presépio como forma de protesto contra políticas de imigração nos Estados Unidos. Neste ano, a cena montada em frente ao templo chamou atenção por não incluir Jesus, Maria e José. No lugar, havia uma placa com os dizeres: “ICE WAS HERE”.
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Igreja em Dedham usa presépio sem Sagrada Família para protestar contra ações do ICE
A Igreja Saint Susanna, em Dedham (Massachusetts), voltou a utilizar seu tradicional presépio como forma de protesto contra políticas de imigração nos Estados Unidos. Neste ano, a cena montada em frente ao templo chamou atenção por não incluir Jesus, Maria e José. No lugar, havia uma placa com os dizeres: “ICE WAS HERE”.
Uma segunda placa reforçava a mensagem: “A Sagrada Família está segura no Santuário de nossa igreja. Se você vir o ICE, ligue para LUCE no 617-370-5023.” Segundo a organização, LUCE é uma coalizão formada por imigrantes e grupos comunitários que atuam no fortalecimento de direitos em Massachusetts.
De acordo com informações da WCVB, a instalação foi idealizada pelo reverendo Stephen Josoma, que afirmou que o objetivo é provocar reflexão sobre o tratamento dado a imigrantes e famílias vulneráveis. “Queremos ajudar as pessoas a reconhecer a situação de quem está em necessidade extrema e pensar em como estamos tratando essas pessoas. O Natal deveria trazer o melhor de nós”, disse o padre.
Essa não é a primeira vez que a paróquia utiliza o presépio para expressar posição política. Em 2018, a igreja colocou o Menino Jesus dentro de uma jaula e posicionou os Reis Magos atrás de um muro, numa crítica à política do presidente Donald Trump de separar famílias na fronteira, segundo o Boston.com.
A publicação feita na página da igreja no Facebook recebeu ampla aprovação do público, mas também gerou críticas. C.J. Doyle, diretor executivo da Catholic Action League de Massachusetts, classificou a ação de Josoma como exagerada. “Este é mais um exemplo de um padre dissidente que tem um longo histórico desse tipo de ação política absurda”, afirmou à WCVB.
O debate reacende discussões sobre o papel social das igrejas e o uso de símbolos religiosos como instrumentos de protesto em um cenário nacional de crescente tensão em relação à imigração.



