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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
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ENTREVISTA Missionária Eliene Souza lança livro sobre o poder das lágrimas maternas na primavera de 2026

O lançamento de O Choro Santo das Mães, previsto para a primavera de 2026, marca um momento especial na trajetória da missionária e conselheira Eliene Souza, da Igreja Presbiteriana Renovada de Cape Cod. A obra reúne relatos de fé, experiências ministeriais e reflexões sobre as lágrimas que moldam histórias – especialmente as das mães, cujos choros silenciosos ou escandalosos, como ela diz, “jamais passam despercebidos por Deus”.

O lançamento de O Choro Santo das Mães, previsto para a primavera de 2026, marca um momento especial na trajetória da missionária e conselheira Eliene Souza, da Igreja Presbiteriana Renovada de Cape Cod. A obra reúne relatos de fé, experiências ministeriais e reflexões sobre as lágrimas que moldam histórias – especialmente as das mães, cujos choros silenciosos ou escandalosos, como ela diz, “jamais passam despercebidos por Deus”. Com ampla atuação missionária no Brasil, Haiti, Itália e diversos estados americanos, Eliene compartilha vivências que transformaram sua jornada espiritual e pessoal.

BT – Após ter começado sua jornada ministerial há muitos anos, como você está se sentindo neste momento do lançamento do seu primeiro livro?

Eliene Souza – É uma honra imensa. O Brazilian Times noticiou meu casamento há 35 anos, e agora noticia o nascimento de mais um “filho”, que é o meu primeiro livro. Estou profundamente agradecida.

BT – O livro fala sobre o “choro santo” das mães. O que significa esse conceito para você?

Eliene Souza – O choro é um elemento presente em toda a história humana. A gente nasce chorando e muitas vezes termina chorando. Diante de Deus, as lágrimas são preciosas; Ele as recolhe em odres. No ministério, acompanhei muitas mães com dores diferentes – especialmente imigrantes que deixaram seus filhos para construir um futuro melhor. Elas não sepultam o filho, mas sepultam o colo, e são cruelmente julgadas por isso. Suas lágrimas carregam culpa, saudade e esperança. Por isso escrevi para elas.

BT – Há relatos fortes, como o reencontro de uma mãe com seu filho após 22 anos separados.

Eliene Souza – Sim. Esse testemunho me marcou profundamente. Ela deixou o filho aos dois anos e, somente aos 22 anos dele, ela o teve de volta. O vínculo foi restaurado porque Deus honrou as lágrimas dessa mãe intercessora. Esse é o poder de uma oração perseverante.

BT – Você também aborda figuras bíblicas. Por que começar por Eva?

Eliene Souza – Porque raramente pensamos em Eva como mãe. Deus me levou a imaginar sua dor: ela enterrou um filho e precisou perdoar o outro. Depois, percebi como Maria redime a maternidade: Eva gerou o que trouxe morte; Maria gerou o Salvador, que trouxe vida a todo aquele que n’Ele crê. As duas choraram, mas Deus transformou cada lágrima derramada em propósito.

BT – Qual foi o ponto de partida para escrever o livro?

Eliene Souza – Meu filho mais novo se afastou dos caminhos do Senhor na época da faculdade. Eu me reuni com duas amigas e, por seis anos, todas as sextas-feiras às 18h, oramos pelos nossos filhos. Choramos juntas e perseveramos juntas. Até hoje continuamos unidas em oração, batalhando por nossas causas em comunhão. Meu filho voltou, tornou-se líder de adolescentes e hoje prega. Quando isso aconteceu, Deus colocou no meu coração: “Escreva um livro”. E assim nasceu o projeto.

BT – Você também viajou em missões. O Haiti marcou muito sua visão sobre maternidade?

Eliene Souza – Muito. As crianças haitianas carregam uma tristeza profunda no olhar. A ausência da figura materna, comum em tantos orfanatos após os terremotos, deixa marcas. A África, apesar da pobreza, ainda preserva a comunidade, a aldeia, a família. No Haiti, há um sentimento de solidão fortemente presente nas comunidades. Isso me impactou profundamente, a ponto de eu entender que ali existia uma missão.

BT – Sua igreja tem papel ativo nesse processo?

Eliene Souza – Sem dúvida. Nossa igreja tem um ministério profundamente maternal: cuida, inclui, prepara. Em missões, sustenta crianças na África, no Brasil, apoia orfanatos, investe em famílias. Esse olhar amoroso faz parte da nossa identidade.

BT – Que mensagem final você deixa às mães que vão ler seu livro?

Eliene Souza – Nenhuma lágrima é desperdiçada. Mãe, levante-se! Ore! Interceda! Deus recolhe cada lágrima como algo precioso. Vamos lutar por esta geração e não vamos perdê-la. Ao final, tudo valerá a pena.

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