Segundo os senadores, o pacto representa um possível avanço em direção à estabilidade na região do Leste do Congo, cenário de conflitos armados, deslocamentos forçados e profundas crises humanitárias. E
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Senadores dos EUA elogiam Acordos de Washington para Paz e Prosperidade entre a Congo e Ruanda, mas alertam: “Assinaturas não bastam”
Da redação
Em Washington, D.C., os senadores norte-americanos Jeanne Shaheen (D-NH) e Jim Risch (R-ID), respectivamente vice-presidenta e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, divulgaram nesta sexta-feira uma nota conjunta sobre a assinatura dos Acordos de Washington para Paz e Prosperidade entre a República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda, iniciativa mediada pela administração do presidente Donald Trump.
Segundo os senadores, o pacto representa um possível avanço em direção à estabilidade na região do Leste do Congo, cenário de conflitos armados, deslocamentos forçados e profundas crises humanitárias. Eles destacaram a liderança do presidente e do secretário Marco Rubio nas negociações, mas enfatizaram que o documento só terá impacto real se for acompanhado de ações concretas.
“O sucesso exige mais do que assinaturas — exige ação”, afirmaram. Os parlamentares ressaltaram que os acordos precisam levar, de forma imediata, ao fim das atrocidades e da crise humanitária que assola a área. Também defenderam a interrupção da ocupação ilegal de territórios pelo M23, grupo armado apoiado por Ruanda e responsável por ataques contínuos que desestabilizam a região.
A nota afirma ainda que a União Africana e os países presentes na cerimônia — especialmente os que integram a região — têm responsabilidade direta na implementação e fiscalização dos compromissos assumidos. Os Estados Unidos, segundo o comunicado, permanecem “comprometidos com o caminho para a paz entre RDC e Ruanda” e estão preparados para agir caso o acordo não seja respeitado.
Os Acordos de Washington marcam a tentativa mais recente de reduzir tensões entre os dois países africanos e de conter a escalada de violência que há anos ameaça milhões de civis no Leste do Congo.
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