A republicana Valentina Gomez, figura conhecida por declarações polêmicas e alinhamento com a ala mais radical do Partido Republicano, voltou a gerar indignação nacional após defender que imigrantes indocumentados que cometam crimes violentos sejam executados publicamente. A proposta foi divulgada em um vídeo publicado na plataforma X, antigo Twitter, no qual Gomez simula atirar na cabeça de um manequim que representaria um imigrante.
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Candidata Republicana defende execuções públicas de imigrantes indocumentados no Texas
A republicana Valentina Gomez, figura conhecida por declarações polêmicas e alinhamento com a ala mais radical do Partido Republicano, voltou a gerar indignação nacional após defender que imigrantes indocumentados que cometam crimes violentos sejam executados publicamente. A proposta foi divulgada em um vídeo publicado na plataforma X, antigo Twitter, no qual Gomez simula atirar na cabeça de um manequim que representaria um imigrante.
A gravação foi divulgada dias após a prisão de Sebastian Zapeta-Calil, imigrante guatemalteco de 33 anos, acusado de matar uma mulher ao incendiá-la dentro de um metrô em Nova York — um caso que ganhou repercussão nacional. Aproveitando a comoção pública, Gomez afirmou que execuções transmitidas ao público funcionariam como um “deterrente” e deveriam substituir deportações.
No vídeo, o manequim aparece amarrado a uma cadeira, com as mãos presas por fita adesiva e o rosto coberto por um capuz. Após simular o disparo na nuca, Gomez encara a câmera e diz: “É simples assim. Execuções públicas para qualquer ilegal que estupre ou mate um americano.” Ela completa afirmando que essas pessoas “não merecem deportação”, mas sim “serem eliminadas”.
Nascida na Colômbia e residente nos Estados Unidos, Valentina Gomez ganhou notoriedade em 2024 ao disputar, sem sucesso, o cargo de Secretária de Estado do Missouri. Sua campanha foi marcada por ataques a grupos minoritários e declarações agressivas que viralizaram nas redes sociais.
Atualmente, ela concorre ao Congresso dos Estados Unidos pelo estado do Texas.
Em um vídeo já amplamente criticado, ela correu pelo bairro de Soulard, em St. Louis — uma região historicamente ligada à comunidade LGBTQ+ — afirmando: “Não seja fraco e gay. Seja forte.”
Em outra gravação, aparece usando um lança-chamas artesanal para queimar livros LGBTQ+, dizendo que países que proíbem o uso do equipamento são “fracos e gays”.
Suas ações renderam censura da plataforma X, que restringiu a visibilidade de suas publicações por violação das regras contra discurso violento. Gomez, no entanto, usou a punição para reforçar seu discurso político: “Sou a maior ameaça ao sistema porque digo a verdade e não preciso do dinheiro deles.”
A nova gravação foi amplamente criticada por ativistas, políticos e lideranças de direitos humanos, que classificaram a proposta como incitação à violência e ataque direto a imigrantes indocumentados — especialmente em um momento de crescente tensão nacional sobre políticas migratórias.
Em mensagem enviada ao Newsweek, Gomez dobrou a aposta e sugeriu que o governador do Texas, Greg Abbott, “deveria exibir seu vídeo na fronteira” para intimidar migrantes. Ela alegou que os líderes políticos têm falhado em proteger as comunidades e acusou parlamentares de priorizarem “Ucrânia, ações na bolsa e audiências inúteis”.
Encerrando a nota, afirmou: “Você não mexe com o Texas, e definitivamente não mexe comigo. Estou pronta para servir fazendeiros, famílias e veteranos no Congresso.”



