A morte de Aiden Antonio Torres De Paz, de 11 anos, atropelado em um caso de hit-and-run em Escondido, reacendeu um intenso debate nacional sobre imigração e segurança pública. O suspeito, identificado como Hector Balderas-Aheelor, teria sido deportado quatro vezes antes de reentrar nos Estados Unidos, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS).
Publicidade
Menino de 11 anos morre atropelado na Califórnia por imigrante deportado quatro vezes
A morte de Aiden Antonio Torres De Paz, de 11 anos, atropelado em um caso de hit-and-run em Escondido, reacendeu um intenso debate nacional sobre imigração e segurança pública. O suspeito, identificado como Hector Balderas-Aheelor, teria sido deportado quatro vezes antes de reentrar nos Estados Unidos, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS).
A tragédia ocorreu em 26 de novembro, quando Aiden correu atrás de uma bola que caiu na rua. O motorista fugiu sem prestar socorro. O menino morreu no hospital horas depois, na manhã do feriado de Thanksgiving, aumentando a comoção pública.
Histórico do suspeito é usado como crítica às leis de “santuário”
Após a prisão do acusado, o ICE emitiu um detainer — pedido para que o suspeito fosse entregue à custódia federal — devido ao seu histórico de múltiplas deportações.
Autoridades federais afirmam que, em circunstâncias normais, alguém com esse histórico deveria permanecer sob supervisão federal.
No entanto, o gabinete do xerife do Condado de San Diego afirmou que a California Values Act, lei que limita a cooperação com o ICE, impede a transferência automática de custódia. A situação reacendeu críticas conservadoras às chamadas “jurisdições de santuário”, que limitam a atuação de agentes federais dentro do estado.
DHS aponta “falhas sistêmicas”; defensores das leis rebatem
Autoridades do DHS classificaram o caso como resultado de “falhas sistêmicas” e acusaram o governo estadual de dificultar o trabalho de imigração em casos graves.
“Este é exatamente o tipo de indivíduo que deveria estar sob custódia federal”, afirmou um porta-voz.
Grupos pró-imigrantes, porém, destacam que leis de santuário não impedem prisões em casos criminais e alegam que generalizações contribuem para estigmatizar comunidades inteiras.
Comoção e pressão por mudanças
Familiares do menino compartilharam homenagens emocionadas nas redes sociais, pedindo justiça e mudanças na legislação para evitar novas tragédias.
A morte de Aiden gerou pressões políticas sobre autoridades locais, especialmente em um momento de intensificação de debates sobre imigração sob o governo Trump.
Próximos passos
Hector Balderas-Aheelor declarou-se não culpado das acusações de homicídio e fuga do local. Ele segue detido enquanto aguarda audiência.
A disputa entre leis estaduais de proteção a imigrantes e políticas federais de imigração deve continuar no centro do debate, agora impulsionada pela repercussão de um caso que provocou revolta em todo o país.



