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Revista Brazilian Times # 84
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Comerciante admite uso de partes humanas na confecção de bonecos

A comerciante Katrina Maclean assumiu ter adquirido ossos, órgãos e outros fragmentos humanos desviados do necrotério da Harvard Medical School, que eram utilizados na produção de bonecos e itens vendidos em sua loja, Kat’s Creepy Creations, em Massachusetts.

A comerciante Katrina Maclean assumiu ter adquirido ossos, órgãos e outros fragmentos humanos desviados do necrotério da Harvard Medical School, que eram utilizados na produção de bonecos e itens vendidos em sua loja, Kat’s Creepy Creations, em Massachusetts.

Segundo o FBI, Maclean chegou a desembolsar cerca de US$ 600 por duas cabeças humanas parcialmente dissecadas. As investigações indicam que as compras ilegais ocorreram entre 2018 e 2022, período em que restos de corpos doados para fins acadêmicos foram desviados do necrotério da instituição.

As autoridades apontam Cedric Lodge, então gerente do necrotério da Harvard Medical School, como o principal articulador do esquema. Preso em 2023, ele se declarou culpado e foi condenado a oito anos de prisão por furtar e comercializar partes de cadáveres, incluindo cabeças, rostos, cérebros, pele e mãos.

De acordo com promotores federais, entre 2018 e ao menos março de 2020, Lodge retirava os materiais após o uso em pesquisas e aulas, transportando-os do necrotério, em Massachusetts, para sua residência em Goffstown, New Hampshire. Ele e a esposa, Denise Lodge — condenada a um ano de prisão — venderam os restos humanos a compradores em diferentes estados, configurando tráfico interestadual.

Em comunicado, a universidade classificou a conduta do ex-funcionário como “repugnante e incompatível com seus valores”, afirmando também sentir “profunda tristeza pelas famílias dos doadores afetados”. Em outubro, a Suprema Corte de Massachusetts autorizou familiares a moverem ações judiciais contra a instituição, alegando falhas na supervisão e no destino dos corpos doados.

O episódio reacendeu discussões éticas e legais sobre a fiscalização de necrotérios, programas de doação de corpos e o uso indevido de restos humanos fora de ambientes científicos e médicos autorizados, levantando dúvidas sobre a segurança e a transparência desses processos nos Estados Unidos.

Com informações da Record Americas e da Reuters.

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