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Revista Brazilian Times # 85
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Prefeita de Los Angeles, Karen Bass, considera “triste” que hispânicos estejam ingressando na Patrulha de Fronteira e sugere que a motivação seja o desespero financeiro

A prefeita democrata de Los Angeles, Karen Bass, afirmou considerar “lamentável” o aumento do número de hispânicos ingressando na Patrulha de Fronteira, sugerindo que a principal motivação seria a necessidade financeira.

A prefeita democrata de Los Angeles, Karen Bass, afirmou considerar “lamentável” o aumento do número de hispânicos ingressando na Patrulha de Fronteira, sugerindo que a principal motivação seria a necessidade financeira.

Em entrevista concedida na sexta-feira, Bass demonstrou preocupação ao comentar uma reportagem da CNN que mostrou que muitos dos novos recrutas da agência são de origem hispânica. Segundo ela, esses agentes podem se deparar, no dia a dia do trabalho, com situações muito diferentes daquelas apresentadas durante o treinamento.

“De certa forma, é triste”, declarou a prefeita ao programa The Situation Room, apresentado por Wolf Blitzer. Para Bass, a realidade enfrentada em campo pode gerar conflitos pessoais e profissionais para esses agentes.

A reportagem citada trouxe depoimentos de recrutas e agentes hispânicos que respondem a críticas de que estariam prendendo pessoas de sua própria comunidade. Um dos entrevistados, o recruta Juan Peralta, de 20 anos, afirmou que não vê os imigrantes detidos como “os seus”, pois, segundo ele, não entraram no país da maneira correta.

Já o agente Claudio Herrera afirmou não ter dúvidas quanto ao seu papel. “Estou protegendo a minha comunidade e os dois lados da fronteira”, disse.

Dados do governo federal indicam que mais da metade dos agentes da Patrulha de Fronteira são hispânicos. Ainda assim, Bass avalia que a adesão crescente ocorre, sobretudo, por razões econômicas. “O principal incentivo é financeiro, e isso diz muito sobre a situação que milhões de americanos estão vivendo”, afirmou, acrescentando que o conteúdo da reportagem a deixou preocupada.

O fortalecimento do orçamento para a segurança de fronteira, incluído no projeto conhecido como One Big Beautiful Bill Act, permitiu à agência oferecer bônus elevados para novos contratados. Os incentivos podem chegar a até US$ 60 mil, incluindo pagamentos após a conclusão da academia e adicionais para quem aceitar atuar em áreas remotas.

Em nota recente, o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras, Rodney Scott, afirmou que a agência busca atrair profissionais qualificados para cumprir sua missão, destacando que os incentivos financeiros fazem parte do investimento na segurança nacional.

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