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Revista Brazilian Times # 83
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Rubio afirma que EUA mantêm frota naval para apreender embarcações sancionadas ligadas ao petróleo venezuelano

Segundo Rubio, as ações permitem que os Estados Unidos “escolham quais embarcações irão abordar”, desde que estejam vinculadas a violações das sanções impostas ao regime venezuelano.

Da redação

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano mantém atualmente uma frota de embarcações posicionada estrategicamente para interceptar e apreender navios sancionados que entrem ou saiam da Venezuela transportando petróleo ou que estejam a caminho do país para carregar o produto. A declaração foi feita em entrevista recente, ao explicar como os EUA estão operando no entorno do território venezuelano.

Segundo Rubio, as ações permitem que os Estados Unidos “escolham quais embarcações irão abordar”, desde que estejam vinculadas a violações das sanções impostas ao regime venezuelano. Ele ressaltou que cada apreensão é respaldada por ordens judiciais específicas, emitidas por tribunais norte-americanos, o que, segundo o secretário, garante a legalidade das operações.

“A armada de barcos que está posicionada atualmente nos permite apreender qualquer embarcação sancionada que entre ou saia da Venezuela carregada de petróleo, ou que esteja a caminho para buscá-lo. Temos ordens judiciais para cada uma delas”, afirmou Rubio.

As declarações ocorrem em meio a um forte endurecimento da política dos Estados Unidos em relação à Venezuela, especialmente no setor petrolífero, considerado uma das principais fontes de financiamento do governo venezuelano. Washington sustenta que as sanções têm como objetivo combater atividades ilegais, incluindo lavagem de dinheiro, evasão de sanções e ligações com o narcotráfico.

Rubio também enfatizou que as operações não configuram uma guerra naval formal, mas sim a aplicação rigorosa das leis de sanções econômicas dos Estados Unidos, com foco em embarcações, empresas e indivíduos previamente identificados por órgãos federais.

A estratégia tem gerado repercussão internacional e críticas de especialistas em direito internacional, que questionam o alcance das ações norte-americanas em águas internacionais e os possíveis impactos no comércio global de petróleo. Por outro lado, aliados do governo dos EUA defendem que a medida é necessária para aumentar a pressão econômica e diplomática sobre Caracas.

O Departamento de Estado informou que seguirá monitorando o tráfego marítimo na região e que novas apreensões poderão ocorrer, caso sejam identificadas embarcações em descumprimento das sanções em vigor.

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