O ICE informou, em nota, que não tolera abusos por parte de funcionários ou contratados e que coopera com as investigações, mas não comentou detalhes específicos do caso.
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Ex-agente é acusado de abuso sexual em centro de detenção do ICE que abriga brasileiras
Promotores federais dos Estados Unidos acusam um ex-agente de detenção de manter contato sexual repetido com uma pessoa sob custódia federal ao longo de aproximadamente três meses em um centro de detenção de imigrantes administrado pelo Immigration and Customs Enforcement (ICE), no estado da Louisiana. O caso levanta novos questionamentos sobre a segurança e a fiscalização em unidades que abrigam imigrantes de diversas nacionalidades, incluindo brasileiras.
De acordo com o Departamento de Justiça, o ex-funcionário — que atuava como agente contratado — teria se envolvido em atos sexuais com uma detenta enquanto exercia suas funções no South Louisiana ICE Processing Center, uma das maiores instalações federais de detenção migratória do país. Pela legislação americana, qualquer tipo de contato íntimo entre agente e pessoa sob custódia é considerado crime federal, independentemente de alegações de consentimento, devido à relação de poder e vulnerabilidade.
O centro de detenção em questão recebe imigrantes transferidos de diversos estados, inclusive da Costa Leste, e há registros confirmados de brasileiras atualmente ou recentemente detidas na unidade, conforme reportagens da imprensa e relatos de organizações que acompanham casos migratórios. Em alguns episódios, mulheres brasileiras foram levadas para a Louisiana após prisões em estados como Massachusetts, ficando a milhares de quilômetros de familiares e redes de apoio.
Entidades de direitos humanos afirmam que a transferência de imigrantes para centros distantes dificulta o acompanhamento jurídico e aumenta a sensação de isolamento, sobretudo entre mulheres. O caso do ex-agente reforça críticas recorrentes sobre a falta de transparência e os riscos enfrentados por pessoas detidas em instalações de imigração nos Estados Unidos.
O acusado responde a processo na Justiça Federal e pode enfrentar pena de até 15 anos de prisão. O ICE informou, em nota, que não tolera abusos por parte de funcionários ou contratados e que coopera com as investigações, mas não comentou detalhes específicos do caso.
Enquanto o processo segue em andamento, organizações comunitárias e defensores de imigrantes pedem investigações mais amplas e medidas adicionais de proteção, especialmente para mulheres detidas — incluindo brasileiras que permanecem sob custódia federal em centros como o da Louisiana.
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