A National Rifle Association (NRA), o maior lobby pró-armas dos Estados Unidos, criticou nesta semana um comentário feito por um procurador federal da Califórnia sobre a morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, 37 anos, baleado por agentes federais em Minneapolis no último sábado.
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NRA critica procurador federal após comentário sobre morte de enfermeiro nos EUA
A National Rifle Association (NRA), o maior lobby pró-armas dos Estados Unidos, criticou nesta semana um comentário feito por um procurador federal da Califórnia sobre a morte do enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, 37 anos, baleado por agentes federais em Minneapolis no último sábado.
Pretti, um enfermeiro de unidade de terapia intensiva que trabalhava no sistema de saúde do Departamento de Assuntos de Veteranos em Minneapolis, foi morto a tiros por agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA durante uma operação de fiscalização em meio a protestos contra ações do governo federal. Vídeos amplamente divulgados mostram o momento em que ele é imobilizado no chão por vários agentes antes de ser atingido por diversos disparos. Testemunhas e familiares afirmam que Pretti estava filmando com um telefone e não chegou a apontar ou utilizar uma arma contra os agentes no local.
Horas após o episódio, Bill Essayli, Primeiro Procurador Federal Assistente no Distrito Central da Califórnia, publicou nas redes sociais um comentário que gerou forte reação:
“Se você se aproximar de agentes da lei portando uma arma, há uma alta probabilidade de que eles tenham justificativa legal para atirar em você.”
A declaração foi interpretada por críticos como uma justificativa ampla para o uso letal da força e uma tentativa de reforçar uma narrativa legal que, segundo a NRA, pode ser perigosa se aplicada sem critérios claros.
Em resposta, a NRA afirmou que o comentário de Essayli é “perigoso e equivocado”, e que figuras públicas deveriam aguardar uma investigação completa antes de fazer generalizações que podem “demonizar cidadãos cumpridores da lei”.
A crítica da NRA ocorre em um contexto tenso: a morte de Pretti intensificou os protestos contra a presença de agentes federais em Minneapolis e desencadeou uma série de reações de políticos, sindicatos e organizações civis em todo o país. Autoridades estaduais sinalizaram discrepâncias entre relatos oficiais e imagens de testemunhas, e há pedidos por investigações mais transparentes sobre as táticas e decisões de uso de força pelos agentes.
A própria família de Pretti contestou as versões iniciais das autoridades, dizendo que o enfermeiro — que não tinha antecedentes criminais além de pequenas infrações de trânsito — era um cidadão pacífico que participava de protestos após outro caso de violência envolvendo agentes de imigração neste mês.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o comentário do procurador tenha influenciado diretamente procedimentos legais no caso, e autoridades federais seguem investigando os eventos que levaram à morte do enfermeiro.
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