Pelo menos 12 pessoas foram baleadas ou mortas durante operações de fiscalização migratória conduzidas pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês) desde setembro, segundo um levantamento que reúne ocorrências registradas em diferentes estados do país. Os casos envolvem ações realizadas por agentes federais no contexto do cumprimento das leis de imigração e levantam questionamentos sobre o uso da força nessas operações.
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Ações de imigração nos EUA deixam ao menos 12 pessoas baleadas ou mortas desde setembro
Pelo menos 12 pessoas foram baleadas ou mortas durante operações de fiscalização migratória conduzidas pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês) desde setembro, segundo um levantamento que reúne ocorrências registradas em diferentes estados do país. Os casos envolvem ações realizadas por agentes federais no contexto do cumprimento das leis de imigração e levantam questionamentos sobre o uso da força nessas operações.
A lista inclui cinco mortes confirmadas e sete pessoas feridas por disparos, em episódios ocorridos entre setembro e janeiro, em estados como Illinois, Califórnia, Texas, Minnesota, Oregon, Arizona e Maryland.
Entre os casos fatais está o de Silverio Villegas González, morto em 12 de setembro, em Illinois. Em 11 de dezembro, Isaias Sanchez Barboza foi morto durante uma ação no Texas. Já em 8 de janeiro, Renee Nicole Good morreu em Minneapolis, Minnesota. Poucos dias depois, em 24 de janeiro, Alex Pretti também foi morto na mesma cidade.
Feridos em diferentes estados
Outras sete pessoas ficaram feridas durante operações de imigração:
Marimar Martinez, baleada em 4 de outubro, em Chicago
Carlitos Ricardo Parias, ferido em 21 de outubro, em Los Angeles
Jose Garcia-Sorto, baleado em 29 de outubro, em Phoenix
Carlos Jimenez, ferido em 30 de outubro, na Califórnia
Tiago Alexandre Sousa-Martins, baleado em 24 de dezembro, em Maryland
Luis David Nino Moncada, ferido em 8 de janeiro, no Oregon
Yorlenys Betzabeth Zambrano-Contreras, baleada em 9 de janeiro, também no Oregon
Julio Cesar Sosa-Celis, ferido em 14 de janeiro, em Minneapolis
Os episódios, distribuídos por diferentes regiões do país, evidenciam um padrão de confrontos armados durante operações migratórias, muitas delas realizadas fora de grandes ações públicas e com pouca transparência inicial. Organizações de direitos civis e especialistas em imigração têm alertado para o aumento do risco de letalidade em abordagens que envolvem civis, incluindo pessoas desarmadas e familiares presentes no momento das operações.
Os dados reacendem o debate sobre os limites do uso da força por agentes federais em ações administrativas, como as de imigração, e sobre a necessidade de mecanismos mais rigorosos de fiscalização, transparência e responsabilização.
Até o momento, o DHS não divulgou um balanço oficial consolidado sobre os episódios listados, nem esclareceu em quais circunstâncias o uso de armas de fogo foi considerado necessário em cada caso.
Enquanto as autoridades federais defendem que atuam para garantir a segurança nacional, o número crescente de mortos e feridos em operações migratórias reforça a pressão por respostas claras e por uma revisão das práticas adotadas. Para críticos, os dados revelam que a política migratória tem produzido não apenas detenções, mas também vítimas, aprofundando tensões sociais e humanitárias em diversas comunidades dos Estados Unidos.




