A virada veio aos 22 minutos, em jogada individual de Hulk
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Em Minas, o Galo bica a Raposa
O clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro na Arena MRV foi marcado por emoção, polêmica e uma virada que deu ao Galo sua primeira vitória no Campeonato Mineiro de 2026. A partida terminou em 2 a 1 para os donos da casa, que mostraram força de reação diante de um rival que não conseguiu sustentar a vantagem inicial.
O Cruzeiro começou melhor e abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo, quando Kaiki Bruno cruzou e Kaio Jorge apareceu livre para estufar as redes de Everson. A Raposa ainda teve chances de ampliar com Willian e Ruan, mas parou em boas defesas do goleiro atleticano.
O Atlético respondeu com pressão e quase empatou em jogadas de Hulk e Bernard, mas a defesa cruzeirense se manteve firme. Nos acréscimos, Bernard caiu na área em disputa com Kaiki Bruno, gerando reclamações de pênalti. O árbitro Davi de Oliveira Lacerda, após revisão do VAR, mandou o jogo seguir, aumentando a tensão no clássico.
Na volta para o segundo tempo, o Atlético mostrou postura diferente. Logo aos 11 minutos, Dudu avançou pela esquerda e cruzou para Bernard, que apareceu bem na área e empurrou para o fundo das redes, empatando a partida e incendiando a torcida na Arena MRV.
A virada veio aos 22 minutos, em jogada individual de Hulk. O camisa 7 deixou Jonathan Jesus para trás com habilidade e finalizou com força, marcando um golaço que garantiu a vitória atleticana. O gol consolidou Hulk como maior artilheiro do clássico no século, com dez gols, superando Diego Tardelli.
A partir daí, o Atlético dominou o jogo. Scarpa entrou bem e ajudou a organizar o meio-campo, participando da construção ofensiva e criando boas oportunidades. Igor Gomes ainda acertou a trave nos acréscimos, levantando a torcida e mostrando a superioridade do Galo na etapa final.
O Cruzeiro, por sua vez, não conseguiu manter o ritmo do primeiro tempo. Apesar de ter aberto o placar, a equipe recuou demais e sofreu com as transições rápidas do Atlético. As tentativas de reação foram neutralizadas pela defesa alvinegra, que se ajustou bem após o intervalo.
Bernard foi outro destaque da noite. Além do gol de empate, mostrou mobilidade e participação ativa na construção das jogadas, sendo peça fundamental para recolocar o Atlético no jogo. Dudu também merece menção pela assistência e pela intensidade no ataque, criando desequilíbrios na defesa adversária.
Com o resultado, o Atlético soma sete pontos e ocupa a terceira posição do Grupo A, empatado com o Democrata GV e quatro atrás da líder URT. O Cruzeiro permanece na segunda colocação do Grupo C, com seis pontos, dois a menos que o North, e vê a pressão aumentar para a sequência do Estadual.
Em clássico decidido nos detalhes, o Atlético mostrou força de reação, contou com a experiência de seus principais jogadores e conquistou uma vitória que pode ser o ponto de virada na temporada. Já o Cruzeiro, que acumula sua terceira derrota, precisa ligar o alerta para não comprometer sua campanha no Campeonato Mineiro.
NO CARIOCA, FLU DOBRA O FLA
O clássico entre Fluminense e Flamengo no Maracanã foi marcado por chuva intensa, paralisação e emoção até o apito final. O Tricolor venceu por 2 a 1, pela quarta rodada do Campeonato Carioca, e assumiu a liderança do Grupo A, enquanto o Rubro-Negro se complicou na tabela e corre risco de disputar o quadrangular do rebaixamento.
Os primeiros minutos foram de muita dificuldade para os jogadores, já que a forte chuva atrapalhou a circulação da bola e obrigou a arbitragem a interromper a partida aos nove minutos. Após 44 minutos de paralisação, o jogo foi retomado, e o Fluminense voltou melhor, pressionando a saída de bola do Flamengo e criando chances com Serna e Guga.
O Flamengo equilibrou a partida a partir dos 20 minutos, ocupando o campo ofensivo e quase marcando com Lino, que perdeu uma oportunidade clara. O Flu respondeu com chute perigoso de Serna, defendido por Andrew, mantendo o duelo aberto até o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, o Flamengo tentou pressionar a saída de bola do adversário, mas acabou falhando. Léo Ortiz errou passe no meio-campo, e Santi Moreno tabelou com John Kennedy antes de acionar Serna. O atacante invadiu a área e finalizou com precisão, abrindo o placar aos seis minutos.
Mesmo em vantagem, o Fluminense não recuou e seguiu no ataque. Aos 20 minutos, após cobrança de escanteio, Royal falhou e a bola sobrou para John Kennedy, que chutou no canto direito de Andrew e ampliou a vantagem tricolor.
O Flamengo reagiu com a entrada de Cebolinha, que diminuiu o placar aos 27 minutos, aproveitando cobrança de escanteio. O atacante ainda quase empatou em chute de fora da área, mas parou em boa defesa de Fábio.
O Fluminense manteve o controle da posse de bola e seguiu criando oportunidades. Santi Moreno e Scarpa apareceram bem na construção ofensiva, e o Tricolor quase marcou o terceiro em diversas ocasiões, mostrando superioridade na etapa final.
A vitória deixou o Fluminense com nove pontos, líder isolado do Grupo A e com a classificação encaminhada para as quartas de final. O time ainda enfrentará Botafogo e Maricá na primeira fase, mas já demonstra força e consistência no Estadual.
O Flamengo, por sua vez, soma apenas quatro pontos em cinco jogos e ocupa a quinta posição do Grupo B. Com apenas mais uma partida a disputar, contra o Sampaio Corrêa, o Rubro-Negro precisa vencer e torcer contra Nova Iguaçu e Madureira para evitar a queda de posição.
Caso termine entre os dois últimos colocados, o Flamengo terá de disputar o quadrangular do rebaixamento, cenário que aumenta a pressão sobre o técnico Filipe Luís e sua equipe. Já o Fluminense celebra uma vitória importante, construída com intensidade e eficiência, que reforça sua condição de favorito no Campeonato Carioca.

Imagem divulgada no site do Fluminense
FIFA LANCA MARCA OFICIAL DA COPA FEMININA
Críticas marcaram a abertura oficial da Copa do Mundo Feminina de 2027, realizada no domingo (25), num hotel em Copacabana, no Rio de Janeiro. A principal reclamação foi sobre a reduzida presença de jogadoras do futebol feminino no palco e o largo espaço dado ao futebol masculino, em um evento que deveria celebrar exclusivamente a modalidade feminina.
A cerimônia, organizada pela Fifa, contou com a presença do presidente Gianni Infantino, dirigentes da CBF, representantes do governo federal e lendas do futebol brasileiro. No entanto, nomes como Cafu e Ronaldo Fenômeno tiveram destaque, enquanto apenas Formiga e Cristiane representaram as pioneiras do futebol feminino no palco.
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Muitos torcedores e jornalistas apontaram o excesso de homenagens a ex-jogadores homens e a ausência de figuras históricas do futebol feminino brasileiro, como Pretinha, Roseli e Marta, que participou apenas por vídeo.
Cristiane, atacante do Flamengo e uma das maiores artilheiras da seleção, destacou a importância de sediar o Mundial no Brasil e afirmou que o torneio pode deixar um legado grandioso para futuras gerações. Mãe recente, ela disse esperar que sua filha Aurora possa crescer em um país que valorize o futebol feminino.
Formiga também esteve presente e participou de um jogo festivo na praia de Copacabana, ao lado de outras referências da modalidade, como Aline Pellegrino, Alline Calandrini e Pretinha. O evento na orla buscou dar maior visibilidade às jogadoras, em contraste com o palco principal, dominado por homens.
Infantino abriu a cerimônia destacando que será o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul e prometeu que o Brasil sediará “o melhor da história da Fifa”. O torneio acontecerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza.
Apesar das críticas, houve momentos de celebração. A espanhola Claudia Zornova, campeã mundial em 2023, levou ao palco o troféu da Copa do Mundo feminina, e apresentações culturais de dança e capoeira marcaram a revelação das cidades-sede e da identidade visual e sonora do torneio.
A CBF reforçou seu compromisso com o desenvolvimento da modalidade. O presidente Samir Xaud afirmou que a Copa será um marco esportivo e institucional, e que a entidade está empenhada em garantir uma edição histórica. Vice-presidentes como Gustavo Dias e Michelle Ramalho também destacaram o legado que o evento pode deixar para o país.
Entre os presentes estavam os técnicos Arthur Elias, da seleção feminina, e Carlo Ancelotti, da seleção masculina, além de dirigentes e coordenadores das duas modalidades. A presença de tantos nomes ligados ao futebol masculino, porém, reforçou a percepção de desequilíbrio no protagonismo da cerimônia.
O lançamento da marca oficial da Copa do Mundo Feminina de 2027 deveria ser um momento de celebração plena do futebol das mulheres. No entanto, acabou expondo a necessidade de maior valorização das pioneiras e das atuais protagonistas da modalidade, em um país que ainda busca dar ao futebol feminino o espaço que ele merece.

Marca e identidade sonora da Copa do Mundo Feminina de 2027 foram lançadas neste domingo (25)
Divulgação / FIFA
LÁ EM MINAS
AMÉRICA – Autor do gol do América no empate em 1 a 1 com o Uberlândia, no último sábado, dia 24 de janeiro, no Parque do Sabiá, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro, o meia Eduardo Person valorizou o resultado. Para o jogador de 29 anos, o Coelho enfrentou dificuldades depois que Emerson foi expulso aos 36 minutos do segundo tempo.
ATLÉTICO – Após a importante vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 1 no clássico do último domingo, dia 25 de janeiro, pelo Campeonato Estadual, o Atlético se prepara para estrear no Campeonato Brasileiro, nesta quarta-feira, dia 28, às 19h de Brasília. O Galo vai receber o Palmeiras, na Arena MRV.
CRUZEIRO – Pelo Brasileirão, o Cruzeiro fará sua estreia nesta quinta-feira, dia 29, às 21h30, ao visitar o Botafogo, no Nilton Santos, no Rio de Janeiro. No último domingo, dia 25, o time celeste se sagrou bicampeão da Copa São Paulo de Juniores, ao derrotar o São Paulo por 2 a 1. Foram nove vitórias em igual número de partidas.
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