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Revista Brazilian Times # 83
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No Feminino: Palmeiras SUPERCAMPEÃO

lém da taça, o Palmeiras faturou R$ 1 milhão em premiação, enquanto o Corinthians levou R$ 600 mil

   O Palmeiras conquistou neste sábado (7) a Supercopa Feminina 2026, em uma final eletrizante contra o Corinthians na Arena Barueri. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, e o Alviverde venceu por 5 a 4, garantindo o primeiro título da competição em sua história. A goleira Kathe Tapia foi a grande heroína da tarde, defendendo três cobranças e conduzindo o time à glória. 

    O jogo começou com intensidade máxima. Logo aos cinco minutos, Jaqueline recebeu lançamento de Duda Sampaio, pedalou para abrir espaço e acertou um chute forte no alto, sem chances para Tapia. O Corinthians saiu na frente e parecia dominar o início da partida, mas o Palmeiras não se intimidou e respondeu com pressão ofensiva e apoio da torcida. 

    O primeiro tempo foi marcado por momentos de tensão. A goleira Lelê, do Corinthians, sofreu uma concussão após choque com Bia Zaneratto e precisou ser substituída por Nicole. Mesmo com a mudança inesperada, o Timão manteve a postura firme e quase ampliou em cabeçada de Gabi Zanotti, que acertou a trave. O empate palmeirense veio aos 39 minutos, quando Bia Zaneratto aproveitou cruzamento e cabeceou para o fundo das redes. 

    Na reta final da primeira etapa, Tapia mostrou que seria decisiva. A arqueira palmeirense fez uma defesa espetacular em chute de Jaqueline, mantendo o placar igual. O segundo tempo trouxe equilíbrio, com chances para ambos os lados. Andressa Alves acertou o travessão em chute de fora da área, enquanto Tainá Maranhão e Brena criaram boas oportunidades para o Palmeiras, parando na defesa corinthiana. 

    A emoção seguiu até os minutos finais. Gisela Robledo perdeu chance clara para o Corinthians, e Érika salvou em cima da linha após desvio perigoso de Tainá Maranhão. O placar permaneceu em 1 a 1, levando a decisão para os pênaltis, onde brilhou a estrela de Tapia. A goleira defendeu cobranças de Gabi Zanotti, Johnson e Tamires, garantindo a festa alviverde. 

    Nas penalidades, Bia Zaneratto, Poliana, Duda Santos, Pati Maldaner e Tainá Maranhão converteram para o Palmeiras. Pelo Corinthians, Vic Albuquerque, Thaís Ferreira, Letícia Monteiro e Gisela Robledo marcaram, mas as falhas de suas companheiras foram fatais. Tapia, com três defesas, se tornou o nome da final e símbolo da conquista inédita. 

    Além da taça, o Palmeiras faturou R$ 1 milhão em premiação, enquanto o Corinthians levou R$ 600 mil. O valor total de R$ 1,6 milhão é o maior já destinado pela CBF à Supercopa Feminina, reforçando o crescimento da modalidade no país. Para o Alviverde, o título representa não apenas um marco histórico, mas também a consolidação de um projeto vitorioso no futebol feminino. 

     

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