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Revista Brazilian Times # 83
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Bebê de 18 meses é devolvida a centro de detenção do ICE após internação e caso gera ação judicial no Texas

Um caso envolvendo a saúde de uma criança imigrante reacendeu o debate sobre a custódia de famílias em centros de detenção migratória nos Estados Unidos. Uma bebê de 18 meses, identificada judicialmente como Amalia, foi devolvida a uma unidade do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) após receber alta hospitalar, mesmo depois de ter sido internada com pneumonia e insuficiência respiratória grave.

Um caso envolvendo a saúde de uma criança imigrante reacendeu o debate sobre a custódia de famílias em centros de detenção migratória nos Estados Unidos. Uma bebê de 18 meses, identificada judicialmente como Amalia, foi devolvida a uma unidade do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) após receber alta hospitalar, mesmo depois de ter sido internada com pneumonia e insuficiência respiratória grave.

A informação consta em uma ação judicial protocolada no estado do Texas por advogados da família, imigrantes venezuelanos que haviam sido detidos pelas autoridades migratórias na região de El Paso.

De acordo com o processo, enquanto estava sob custódia do governo americano, a criança também foi diagnosticada com Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR) — infecção viral que pode causar complicações severas em bebês e crianças pequenas.

O quadro clínico levou à internação hospitalar, onde ela recebeu tratamento até ser liberada pelos médicos.

A controvérsia surgiu após a alta. Segundo os advogados, ao retornar ao centro de detenção, os medicamentos prescritos não teriam sido administrados adequadamente, colocando em risco a recuperação da criança.

Diante da situação, a defesa ingressou com um pedido emergencial de habeas corpus, alegando risco iminente à saúde da bebê e solicitando a liberação imediata da família por razões humanitárias e médicas.

Dias após a ação, a Justiça decidiu pela liberação da criança e dos pais, considerando os argumentos apresentados sobre o estado de saúde e a necessidade de cuidados contínuos fora do ambiente de detenção.

A decisão permitiu que a família deixasse a custódia migratória enquanto aguarda o andamento do processo imigratório.

Em nota, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos contestou as acusações. O órgão afirmou que a bebê recebeu atendimento médico adequado durante todo o período sob custódia e que o retorno ao centro ocorreu apenas após liberação formal da equipe hospitalar.

O episódio volta a colocar em evidência críticas feitas por organizações de direitos humanos quanto à permanência de crianças pequenas em centros de detenção migratória — especialmente aquelas com quadros clínicos delicados.

Entidades defendem protocolos mais rígidos de proteção sanitária e alternativas à custódia familiar, sobretudo em casos que envolvem doenças respiratórias graves.

O caso de Amalia, agora fora da detenção com os pais, segue sob análise judicial e amplia a discussão sobre os limites humanitários das políticas migratórias americanas.

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