O Department of Homeland Security (DHS) afirmou que as crianças detidas em centros como o de Dilley recebem acesso à educação e cuidados médicos
Publicidade
Publicidade
“Só queria ir à Disney”: carta comovente de menina de 9 anos revela trauma após detenção pelo ICE
Uma menina de 9 anos que viajava com sua família em direção ao Walt Disney World Resort nos Estados Unidos foi detida por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) e acabou passando mais de 113 dias em um centro de detenção de imigração no Texas, revelam cartas divulgadas recentemente por jornalistas que cobrem a situação de crianças detidas pelo governo americano.
A menina, identificada como Maria Antonia Guerra Montoya, escreveu uma longa carta à mão enquanto estava no Dilley Immigration Processing Center, um grande centro de detenção familiar no Texas. No texto, traduzido do espanhol, ela descreve a tristeza, o medo e a sensação de culpa por ser mantida em custódia durante o que deveria ser uma simples viagem de férias.
Em sua carta, Maria escreveu que havia sido interrogada por cerca de duas horas sem a presença da mãe, que viajava com um acompanhante autorizado — e que agentes usaram a presença dela para deter a mãe por não ter documentos migratórios válidos. Ela contou que chorava todas as noites, sentia falta de casa, da escola, dos amigos e até da avó.
“Eu senti que estar aqui era minha culpa, e eu só queria estar de férias como uma família normal”, disse a criança em suas palavras publicadas.
A carta também traz desenhos feitos por Maria — incluindo rostos tristes e corações partidos — que expressam o impacto emocional da detenção prolongada em um ambiente que, para ela, parecia muito diferente de uma simples viagem em família.
O Department of Homeland Security (DHS) afirmou que as crianças detidas em centros como o de Dilley recebem acesso à educação e cuidados médicos, além de atividades adaptadas conforme suas necessidades. Mas a carta de Maria e outras escritas por crianças na mesma condição têm chamado a atenção de defensores dos direitos humanos e grupos que monitoram detenções familiares – que alegam que muitas vezes as experiências são traumáticas e prolongadas além do necessário.
A história de Maria Antonia tem sido compartilhada em redes sociais e plataformas jornalísticas como um exemplo das consequências humanas das políticas de imigração dos Estados Unidos, especialmente quando envolvem crianças que simplesmente queriam aproveitar uma viagem em família que acabou se tornando uma longa espera longe do lar.
Publicidade




