A circulação do vídeo reacendeu debates sobre a responsabilidade de influenciadores digitais ao abordar temas migratórios.
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Após prisão, vídeo antigo de Junior Pena incentivando coiotes gera indignação
Internautas resgataram um vídeo envolvendo o influenciador Junior Pena, recentemente preso por autoridades migratórias norte-americanas, provocou forte repercussão entre membros da comunidade imigrante.
Nas imagens, que passaram a circular amplamente em plataformas digitais, ele aparece orientando brasileiros a recorrer a coiotes — atravessadores ilegais de fronteira — para ingressar nos Estados Unidos sem documentação.
Durante a gravação, o influenciador relativiza os riscos da travessia clandestina e chega a classificar os coiotes como “guias turísticos que conhecem a fronteira”, declaração que gerou críticas por parte de especialistas em imigração e defensores de direitos humanos, que alertam para os perigos associados a esse tipo de prática.
No conteúdo, Junior Pena afirma ter ingressado irregularmente em território norte-americano sem ser interceptado pelas autoridades. Ao descrever sua experiência, declara que teria “passado como fantasma”, sugerindo facilidade no processo — narrativa que contrasta com dados oficiais que indicam altos índices de detenções, deportações e riscos físicos nas rotas clandestinas.
Outro trecho que chamou atenção foi a alegação de que funcionários do Departamento de Imigração acompanhariam suas redes sociais e seriam admiradores de seu conteúdo — afirmação não comprovada e recebida com descrédito por analistas.
Questionado sobre a hipótese de ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e deportado, o influenciador respondeu em tom irônico que se sentiria “grato”, acrescentando que não precisaria custear a própria passagem de volta ao Brasil.
A fala foi interpretada por críticos como banalização de um tema sensível, especialmente para imigrantes que enfrentam processos legais complexos e custos elevados relacionados à deportação.
A circulação do vídeo reacendeu debates sobre a responsabilidade de influenciadores digitais ao abordar temas migratórios. Especialistas destacam que incentivar a contratação de coiotes pode expor pessoas a situações de extremo risco, incluindo: Travessias por áreas desérticas e zonas controladas por criminosos, extorsão financeira, tráfico humano e violência.
Fonte @tiagoskol




