Tom Homan, causou polêmica ao discutir o uso de máscaras por agentes federais
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Czar da fronteira dos EUA diz que não gosta de agentes mascarados do ICE, mas defende proteção
O responsável pela política de fronteiras da Casa Branca, Tom Homan, causou polêmica ao discutir o uso de máscaras por agentes federais que atuam na fiscalização da imigração nos Estados Unidos.
Em entrevista recente ao programa Face the Nation, Homan afirmou que “não gosta das máscaras”, mas defendeu o uso delas pelos agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) como forma de proteção. Segundo ele, o número de ameaças e agressões contra oficiais aumentou significativamente, o que torna necessário que os agentes protejam suas identidades e a segurança de suas famílias.
A declaração ocorre em meio a um impasse político no Congresso pelo financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), que começou uma paralisação parcial após democratas se recusarem a aprovar o orçamento sem mudanças nas práticas de fiscalização migratória. Entre as exigências estão editar legislações que obriguem o uso de câmeras corporais, identificação visível dos agentes e a proibição de máscaras durante operações domésticas.
Homan afirmou que muitos dos pedidos dos democratas são “irracionais” porque, segundo ele, o ICE já age dentro das leis federais existentes, não praticando discriminação racial nas detenções e solicitando mandados judiciais quando necessário, apesar das críticas crescentes.
A atuação de agentes mascarados tem sido foco de debates públicos em várias partes do país por causa de disputas sobre segurança, transparência e direitos civis. Organizações e legisladores progressistas argumentam que a prática dificulta a responsabilização dos oficiais e aumenta a sensação de insegurança em comunidades de imigrantes.




