Eles usavam o Facebook para recrutar imigrantes que buscavam ajuda com processos de imigração
Publicidade
Publicidade
Golpe nos EUA: grupo simulou escritório de advocacia e tribunal falso para enganar imigrantes
Um grupo de pessoas foi acusado pelas autoridades dos Estados Unidos de organizar um esquema sofisticado para fraudar imigrantes vulneráveis, fazendo-os acreditar que seus casos de imigração estavam sendo legalmente representados — quando, na verdade, tudo era falso.
Federal prosecutors (promotores federais) no Distrito Leste de Nova York anunciaram no dia 20 de fevereiro que cinco pessoas estão sendo investigadas por crimes que incluem conspiração para fraude eletrônica, fraude eletrônica, conspiração de lavagem de dinheiro e falsa personificação de funcionários dos EUA.
Como funcionava o golpe
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o grupo operava uma firma jurídica fictícia chamada CM Bufete de Abogados Consultoria Migratoria, apesar de nenhum dos acusados ser advogado licenciado nos Estados Unidos.
Eles usavam o Facebook para recrutar imigrantes que buscavam ajuda com processos de imigração e cobravam desde algumas centenas até milhares de dólares por “serviços legais” que nunca existiram.
Depois de pagar, as vítimas eram levadas a participar de procedimentos virtuais — por videoconferência — com pessoas que se faziam passar por advogados, juízes e agentes federais, usando documentos fabricados com logotipos oficiais do governo dos EUA.
Consequências graves para as vítimas
Muitos dos imigrantes acreditaram que seus casos haviam sido resolvidos com sucesso. Na verdade, eles perderam suas datas reais em tribunal de imigração, resultando em ordens de deportação para alguns. Em pelo menos um caso, a deportação foi later revertida.
As autoridades estimam que o grupo tenha arrecadado mais de US$100 mil em pagamentos fraudulentos, com parte do dinheiro sendo transferida para co-conspiradores na Colômbia.
Prisões e acusados
Quatro dos acusados foram presos em Nova Jersey enquanto tentavam deixar o país rumo à Colômbia:
-
Daniela Alejandra Sanchez Ramirez
-
Jhoan Sebastian Sanchez Ramirez
-
Alexandra Patricia Sanchez Ramirez
-
Marlyn Yulitza Salazar Pineda
Um quinto suspeito permanece foragido na Colômbia.
Alerta às comunidades imigrantes
Especialistas em imigração alertam que golpes como esse têm proliferado, especialmente em plataformas de redes sociais, oferecendo representações legais inexistentes. As fraudes podem resultar em perdas financeiras significativas e até em consequências legais graves.
Publicidade




