O episódio reacende o debate sobre as condições de saúde e de atendimento nos centros de detenção migratória dos Estados Unidos, especialmente em instalações que abrigam crianças e famílias completas, e as práticas de remoção de menores de idade em meio a processos de asilo ou imigração irregular.
Publicidade
Publicidade
Bebê de dois meses com bronquite é deportado dos EUA e deixado no deserto mexicano
Um bebê de apenas dois meses, identificado como Juan Nicolás, foi deportado pelos Estados Unidos para o México na noite de 17 de fevereiro de 2026, apesar de ter sido diagnosticado com bronquite e apresentar graves sintomas respiratórios enquanto estava sob custódia de autoridades migratórias.
A família — composta pelo bebê, sua mãe Mireya Stefani López-Sánchez, seu pai e sua irmã de 16 meses — estava detida há cerca de três semanas no Centro Residencial Familiar de Dilley, no sul do Texas, uma das principais instalações do Departamento de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, sigla m inglês) para detenção de famílias migrantes.
Segundo o congresista americano Joaquín Castro, que acompanha o caso e divulgou detalhes nas redes sociais, Juan Nicolás apresentou sintomas de bronquite, incluindo problemas respiratórios e vômitos, e chegou a ficar inconsciente antes de ser levado a um hospital local para atendimento de emergência.
Apesar do quadro delicado, o bebê recebeu alta médica nas horas seguintes e foi devolvido ao centro de detenção antes de toda a família ser deportada por agentes do ICE. Autoridades americanas da Department of Homeland Security (DHS) afirmaram que a criança foi considerada “clinicamente estável” e recebeu alta “medicamente apta para viagem”, além de orientação sobre cuidados contínuos.
Castro classificou a deportação de uma criança tão pequena e doente como “uma ação hedionda”, e afirmou que sua equipe está em contato com os advogados da família para acompanhar o bem-estar deles após a expulsão.
Após a deportação, a família foi deixada no deserto da fronteira com apenas US$190, valor que tinham em seus fundos de comissária, e chegou a buscar abrigo em um hotel no México enquanto planeja seu próximo destino e cuidados para o bebê.
O episódio reacende o debate sobre as condições de saúde e de atendimento nos centros de detenção migratória dos Estados Unidos, especialmente em instalações que abrigam crianças e famílias completas, e as práticas de remoção de menores de idade em meio a processos de asilo ou imigração irregular.
Publicidade




