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Última Edição #4374

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
Última Edição #83

(Coluna Saúde da Mulher Lídia Ferreira) Stalking – Alerta Aos Pais de Adolescentes

No Mês de Conscientização sobre a Violência no Namoro entre Adolescentes muitos pais e educadores ainda desconhecem os riscos relacionados à essa fase tão importante e ao mesmo tempo delicada.

No Mês de Conscientização sobre a Violência no Namoro entre Adolescentes muitos pais e educadores ainda desconhecem os riscos relacionados à essa fase tão importante e ao mesmo tempo delicada.

Um momento marcante, cheio de mudanças e descobertas, os adolescentes estão buscando reconhecer e a enfrentar os desafios da vida. A área do pré-frontal do cérebro atua na adaptação de novas decisões, assim como na regulação das emoções e no controle da impulsividade, ganhando maior maturidade. Com o aumento dos hormônios, muitos reclamam ao enfrentar o período da puberdade.

Outro desafio para essa fase é a necessidade de pertencimento e também o afastamento emocional dos pais. Quando existe um balanço entre se identificarem no ambiente novo, principalmente junto com outros adolescentes e um relacionamento familiar saudável, é menos doloroso enfrentar esses anos que antecedem a fase adulta.

Pesquisas demonstram que adolescentes estão muito mais sujeitos à “normalizar” comportamentos abusivos o que acaba resultando o agravamento dos riscos à segurança do mesmo quanto demais.

Durante a adolescência, os hormônios da sexualidade direcionam para o interesse de se relacionar e até mesmo de se sentir desejada, admirada, que somam-se às necessidades primárias de ser aceita e de pertencer à um grupo.

Os riscos de sofrer abusos sexuais e físicos sobem consideravelmente durante a adolescência, afetando mais as adolescentes do que os adolescentes. Segundo CDC, Centers for Disease Control and Prevention, ou ministério da saúde americano, a cada 12 adolescentes 1 é  vítimas de violência física no relacionamento e 1 em cada 10 de violência sexual. O risco é ainda maior para quem se identifica como LGBTQI+ ou que está sofrendo com identidade sexual.

Stalking e a violência contra adolescentes

Semelhantemente com relacionamentos abusivos, os adolescentes sofrem com comportamentos tóxicos que envolvem controle e poder por parte dos abusadores. Muitos adolescentes tendem a se sentirem constrangidos de compartilhar os abusos e até mesmo de pedir ajuda aos pais e responsáveis com receio de julgamento ou punição.

Enquanto as agressões verbais, abuso emocional, ameaças e constrangimento são algumas das formas de violência sofridas entre os adolescentes, mas pouco se fala de um tipo de abuso provocado por outro adolescente ou até mesmo por um ou mais adultos.

É sempre importante alertar que qualquer sinal de perigo deve ser observado com cuidado e mesmo um único pedido de ajuda ou reclamação da vítima deve ser levado em consideração de uma melhor atenção por parte dos pais, amigos e responsáveis.

Um dos tipos de abuso sofridos durante um relacionamento abusivo é o stalking, quando o abusador persegue ou usa de meios para expor ou constranger o outro à “distância”. A necessidade de se fazer percebido de maneira a controlar os passos enquanto mantêm sua vítima sob o seu “olhar” e “domínio” constante, sempre com a “intenção” de dominar a vida do outro.

O “stalker”, como é conhecido em inglês, é um predador que se utiliza de táticas como perseguição, seja ameaça de agressão física ou de difamação. Os ataques, que geralmente ocorrem na escola, local de trabalho, ambientes sociais, assim também como virtualmente, como redes sociais e grupos de mensagem, provocam o isolamento do adolescente e o medo da exposição.

Estatisticamente, ao um momento da vida, entre 1 em cada 5 mulheres e 1 em cada 10 homens se tornam vítimas de stalker, sendo na grande maioria dos casos durante a fase adulta. Porém entre os adolescentes menores de idade, 24% das mulheres e 19% dos homens admitiram terem sofrido stalking, enquanto 58% das mulheres e 48% dos homens vivenciaram stalking antes dos 25 anos.

Na maioria dos casos de stalking, às vítimas sofreram “monitoramento” por parte do abusador. Na prática é quando o namorado ou namorada “controlam” os passos, acessam a localização através do celular, quando não permite o contato de qualquer espécie com demais pessoas. Outra tática utilizada é a presença física constante ou a “supervisão” não autorizada em ambientes públicos, como: nos treinos da escola, lazer com os amigos ou até mesmo no local de trabalho.

O impacto emocional pode ser devastador para o adolescente, principalmente se não houver o apoio necessário e a intervenção cabível principalmente  no momento certo. Vítimas de stalkers geralmente sofrem de ansiedade, privação do sono, dificuldade acadêmica e alimentar e até mesmo risco ao suicídio.

Outro alerta importante é que menores de idade que são forçados ou coagidos a práticas sexuais por pessoas maiores de idade são consideradas, por leis americanas, como vítimas de tráfico sexual. Para que o crime possa ser identificado e combatido, os pais devem denunciar e os responsáveis são obrigados por lei a fazer a denúncia, com ou sem consentimento da vítima.

Prevenção

Se você conhece um menor de idade ou até mesmo um jovem que esteja sofrendo abuso, seja de alguém da mesma faixa etária ou de um adulto, ofereça e busque ajuda junto às organizações responsáveis competentes.

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