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Revista Brazilian Times # 84
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Falsos juízes e advogados de imigração aplicam golpes cruéis contra imigrantes em New York e New Jersey

Autoridades federais dos Estados Unidos desmascararam um esquema sofisticado de fraude que imitava advogados, juízes e agentes de imigração, direcionado a imigrantes vulneráveis em busca de ajuda legal, conforme ação criminal que veio à tona esta semana em Nova York e New Jersey.

Autoridades federais dos Estados Unidos desmascararam um esquema sofisticado de fraude que imitava advogados, juízes e agentes de imigração, direcionado a imigrantes vulneráveis em busca de ajuda legal, conforme ação criminal que veio à tona esta semana em Nova York e New Jersey.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Justiça e pelo escritório do procurador federal no Distrito Leste de Nova York, resultou na acusação de cinco suspeitos — quatro dos quais já foram presos — por envolvimento em um plano criminoso que teria enganado dezenas de imigrantes e arrecadado mais de US$ 100 mil em fraudes.

Segundo os promotores, o grupo operava um escritório de advocacia fictício chamado CM Bufete de Abogados Consultoria Migratoria, apesar de nenhum dos envolvidos possuir credenciais legais válidas nos Estados Unidos. O esquema era anunciado em redes sociais como o Facebook, atraindo imigrantes em processo de regularização ou que buscavam assistência jurídica.

As autoridades afirmam que os conspiradores chegaram a encenar audiências judiciais falsas por videoconferência, nas quais se passavam por juízes de imigração, advogados e oficiais federais, utilizando documentos com logotipos oficiais do governo para dar uma aparência de legitimidade ao esquema. As supostas “audiências” levavam as vítimas a acreditar que seus processos migratórios estavam sendo tratados – quando, na verdade, eram instruídas a perder datas reais de comparecimento em tribunais verdadeiros.

Em pelo menos um caso, a falha em comparecer às audiências verdadeiras resultou em uma ordem de deportação emitida contra uma das vítimas — ordem que, segundo os promotores, acabou sendo posteriormente revertida.

Na operação, três dos acusados — identificados como irmãos Daniela Alejandra Sanchez Ramirez, Jhoan Sebastian Sanchez Ramirez e Alexandra Patricia Sanchez Ramirez — foram detidos no Aeroporto Internacional de Newark, em New Jersey, enquanto tentavam embarcar em um voo de volta para a Colômbia com passagens de mão única. Uma quarta suspeita, Marlyn Yulitza Salazar Pineda, foi presa em um restaurante em New Jersey; o quinto acusado permanece foragido.

Os réus enfrentam uma série de acusações federais, incluindo conspiração para fraude eletrônica, fraude eletrônica, conspiração de lavagem de dinheiro e falsas personificações de oficiais ou empregados do governo dos EUA.

Procuradores federais destacaram que o esquema não apenas prejudicou financeiramente as vítimas, mas também teve o potencial de comprometer seus casos legais reais e colocá-las em risco de deportação ou outras consequências migratórias graves.

O caso evidencia como fraudes dirigidas a imigrantes podem explorar a falta de familiaridade com o sistema legal e a busca por representação confiável, e reforça alertas das autoridades para que pessoas em processo migratório verifiquem sempre a autenticidade de advogados e datas de audiências por meio de canais oficiais do sistema federal de imigração.

O processo criminal segue em andamento, enquanto as autoridades continuam a localizar o quinto suspeito e a investigar o alcance total do esquema.

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