Os Estados Unidos continuam sendo o país com maior número de ataques registrados
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Mortes por ataques de tubarão aumentam em 2025, apontam especialistas
Um novo relatório internacional sobre ataques de tubarão revelou um aumento no número de mortes registradas em 2025, chamando a atenção de pesquisadores e autoridades de segurança marítima em várias partes do mundo.
De acordo com dados do International Shark Attack File (ISAF), ligado ao Museu de História Natural da Flórida, foram registrados 65 ataques não provocados de tubarões no mundo em 2025. O número está próximo da média histórica da última década, mas o dado que mais chamou atenção foi o crescimento nas fatalidades.
Segundo o levantamento, 12 desses ataques resultaram em morte, cerca de o dobro da média anual da última década, que costuma ser de aproximadamente seis mortes por ano.
Especialistas afirmam que ainda é cedo para dizer se esse aumento representa uma tendência real ou apenas uma variação estatística de um ano específico. Fatores como maior número de pessoas praticando esportes aquáticos, mudanças no comportamento dos tubarões e expansão das atividades humanas no oceano podem influenciar esses números.
Estados Unidos lideram em número de incidentes
Os Estados Unidos continuam sendo o país com maior número de ataques registrados, com cerca de 25 incidentes em 2025, embora a maioria deles não tenha sido fatal. A Flórida segue como o estado com maior concentração de ocorrências, especialmente na região de Volusia County, conhecida informalmente como a “capital mundial das mordidas de tubarão”.
A Austrália, por outro lado, apresentou o maior número de mortes, com vários ataques fatais envolvendo surfistas e praticantes de esportes aquáticos.
Risco continua extremamente baixo
Apesar do aumento nas fatalidades em 2025, pesquisadores reforçam que ataques de tubarão continuam sendo extremamente raros. Em média, apenas algumas pessoas morrem por ano em todo o mundo devido a esses incidentes — um número muito menor do que outras causas de acidentes naturais.
Especialistas também lembram que a maioria dos tubarões não tem interesse em humanos como presa. Muitos ataques são classificados como “exploratórios”, quando o animal confunde a silhueta de uma pessoa com a de presas naturais como focas ou peixes.
Enquanto isso, cientistas continuam monitorando as populações de tubarões e os padrões de interação com humanos para entender melhor o fenômeno e melhorar estratégias de segurança nas praias.
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