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Revista Brazilian Times # 83
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Autoridades dizem que corpo encontrado em floresta no Canadá é de brasileira desaparecida nos EUA

O caso encerra uma busca que mobilizou familiares e autoridades em diferentes países, mas ainda deixa dúvidas sobre as circunstâncias exatas que levaram à morte da brasileira em uma região remota do Canadá.


O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi identificado no final de fevereiro pelas autoridades canadenses após meses de buscas internacionais. Natural de Goiânia, ela estava desaparecida desde dezembro de 2023 nos Estados Unidos e havia sido incluída na Interpol por meio do mecanismo conhecido como Difusão Amarela, utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas.

Segundo a polícia provincial do Quebec, a Sûreté du Québec, o corpo foi encontrado por caçadores em uma área de floresta na cidade de Coaticook, próxima à fronteira entre o Canadá e os estados americanos de Vermont e New Hampshire.

De acordo com o porta-voz da corporação, Louis-Philippe Ruel, não foram identificados sinais aparentes de violência no local. A principal hipótese investigada pelas autoridades é que a brasileira tenha morrido por hipotermia, após exposição prolongada às baixas temperaturas da região.

Familiares informaram que o corpo havia sido localizado ainda em abril de 2024, mas a confirmação oficial da identidade só foi comunicada recentemente pelas autoridades, após exames e procedimentos necessários para identificação.

Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu em Goiânia sob os cuidados da avó durante as viagens realizadas pela mãe ao exterior.

De acordo com relatos da família, Letícia atuava como missionária ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia e havia iniciado uma jornada missionária pela América do Sul. A viagem teria começado pela Argentina, seguida por passagem pela Bolívia. Posteriormente, ela seguiu para os Estados Unidos, chegando inicialmente ao estado do Mississippi em junho de 2023.

O caso encerra uma busca que mobilizou familiares e autoridades em diferentes países, mas ainda deixa dúvidas sobre as circunstâncias exatas que levaram à morte da brasileira em uma região remota do Canadá.

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