A justificativa apresentada pelos agentes teria sido um “histórico de viagens considerado incomum”
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Cidadã americana diz ter sido detida por 43 horas ao voltar de viagem e caso gera debate sobre imigração nos EUA
Uma cidadã americana afirma ter sido detida por autoridades de imigração dos Estados Unidos por cerca de 43 horas após retornar de uma viagem internacional, caso que gerou debate sobre procedimentos de segurança em aeroportos do país.
A mulher, identificada como Sundas “Sunny” Naqvi, de 28 anos, nasceu no estado de Illinois e foi criada nos arredores de Chicago. Ela chegou ao Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, no dia 5 de março, após uma viagem ao exterior.
Segundo familiares e advogados, Naqvi foi levada para uma inspeção adicional por agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) e acabou sendo mantida sob custódia por mais de um dia. A justificativa apresentada pelos agentes teria sido um “histórico de viagens considerado incomum”.
Família diz que ela foi transferida entre centros de detenção
De acordo com a família, Naqvi teria sido inicialmente mantida no próprio aeroporto e depois transferida para um centro de detenção em Broadview, Illinois, antes de ser levada para outra instalação no estado de Wisconsin. Ela acabou sendo liberada na madrugada de sábado.
Os parentes relatam que, após a liberação, o celular da jovem estava descarregado e ela precisou pedir carona para chegar a um hotel, onde foi encontrada pela família.
Autoridades locais chegaram a questionar o caso e manifestantes se reuniram em frente ao centro de detenção pedindo esclarecimentos.
Governo contesta versão da família
Autoridades federais apresentaram uma versão diferente dos acontecimentos.
De acordo com a Customs and Border Protection (CBP), a passageira apenas passou por uma inspeção secundária de rotina, procedimento comum em aeroportos internacionais. O órgão afirma que ela não foi detida nem transferida para um centro de imigração e que foi liberada cerca de 90 minutos após sua chegada ao país.
Caso gera debate sobre direitos de viajantes
O episódio gerou repercussão nas redes sociais e entre organizações de direitos civis, que questionam como uma cidadã americana poderia ter sido mantida sob custódia por tanto tempo.
Advogados afirmam que o caso levanta dúvidas sobre transparência nos processos de fiscalização em aeroportos e sobre os direitos de cidadãos durante inspeções de imigração.
Até o momento, não há confirmação oficial de investigação sobre o ocorrido, e as versões da família e do governo continuam divergentes.




