Ronald Freedman DeMeo, de 63 anos, foi preso em Miami sob a acusação de ter cometido abuso sexual contra uma paciente de 29 anos durante um atendimento médico. Ele responde a três acusações de agressão. Após a detenção, foi colocado em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. As autoridades destacam que a condição de vulnerabilidade da vítima é um fator essencial para a caracterização do crime. O médico está impedido de exercer a profissão enquanto o processo segue na Justiça.
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Cirurgião plástico é detido em Miami suspeito de abusar de paciente sob efeito de sedação
Ronald Freedman DeMeo, de 63 anos, foi preso em Miami sob a acusação de ter cometido abuso sexual contra uma paciente de 29 anos durante um atendimento médico. Ele responde a três acusações de agressão. Após a detenção, foi colocado em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. As autoridades destacam que a condição de vulnerabilidade da vítima é um fator essencial para a caracterização do crime. O médico está impedido de exercer a profissão enquanto o processo segue na Justiça.
A defesa sustenta que houve consentimento na relação e afirma que a denúncia teria surgido após uma suposta tentativa de extorsão, na qual a mulher teria exigido cerca de 10 milhões de dólares. DeMeo atuava como cirurgião desde 1989, possuía licença válida e não tinha registros recentes de punições disciplinares.
De acordo com os relatos, a paciente teria inalado óxido nitroso — utilizado para aliviar a dor — e ingerido medicamentos prescritos antes do procedimento. Um funcionário da clínica também teria oferecido vinho, prática considerada habitual no local. Sob efeito dessas substâncias, ela teria ficado sem condições físicas de reagir. Em depoimento, afirmou que não autorizou nenhum ato de caráter sexual.
Um ponto-chave da investigação é um áudio gravado acidentalmente, depois que o celular da paciente caiu durante o atendimento. A gravação é vista como uma prova importante por registrar diretamente o que teria ocorrido no consultório. Há ainda indícios de que o médico fechou as persianas antes do episódio, o que pode sugerir tentativa de isolamento do ambiente.
Segundo registros, o caso teria ocorrido em 25 de outubro de 2025, durante uma consulta de acompanhamento de um procedimento estético. A identidade da paciente não foi revelada, conforme o protocolo adotado em casos de violência sexual.
O episódio levanta preocupações sobre a segurança de procedimentos estéticos realizados fora de hospitais, especialmente quando envolvem sedação. Especialistas alertam para riscos como a falta de supervisão de terceiros e o uso de sedativos em ambientes privados, o que pode deixar o paciente totalmente dependente do profissional responsável.



