Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4380

Última Edição #4380

Edição MA 4380

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 84
Última Edição #84

Brasileirão: EMPATE NO CLÁSSICO DO POVO

Disputa de bola entre Samuel Lino, do Flamengo, e Bidon, do Corinthians

Corinthians e Flamengo protagonizaram, na noite deste domingo, na Neo Química Arena, mais uma edição do “Clássico do Povo”, apelido que reverencia o encontro entre as duas maiores torcidas do Brasil. Válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o confronto terminou empatado em 1 a 1, carregando o peso de uma revanche após a decisão da Supercopa vencida pelo alvinegro paulista. O jogo começou em ritmo frenético, com gols logo nos primeiros minutos: Paquetá abriu o placar para os visitantes após um erro defensivo, mas Yuri Alberto tratou de igualar o marcador ainda na etapa inicial.

O resultado teve sabores distintos para os clubes; para o time de Leonardo Jardim, o ponto conquistado fora de casa manteve a invencibilidade do treinador e levou o rubro-negro aos 14 pontos, na quarta colocação, enquanto para o Corinthians, o empate ampliou a incômoda sequência de sete partidas sem vitória, deixando a equipe em 11º lugar com oito pontos.

O início da partida foi marcado por uma falha que o Flamengo não perdoou. Logo aos dois minutos, o goleiro Hugo Souza errou um passe na saída de bola, permitindo que Jorginho recuperasse a posse e servisse Pedro. O centroavante, com visão de jogo, deixou Lucas Paquetá na cara do gol, e o meia finalizou com força na saída do arqueiro para colocar os cariocas em vantagem. O gol relâmpago obrigou o Corinthians a se lançar ao ataque, equilibrando as ações após os dez minutos iniciais.

A resposta veio em grande estilo através de Memphis Depay, que iniciou a jogada do empate com um lançamento primoroso de trivela para Matheus Bidu. O lateral cruzou rasteiro e encontrou Yuri Alberto, que mandou para as redes, inflamando a fiel torcida em Itaquera e restabelecendo o equilíbrio técnico no clássico.

Apesar da euforia pelo gol, o Corinthians sofreu um revés tático importante logo em seguida, quando Memphis sentiu dores musculares na perna esquerda e precisou ser substituído. Mesmo sem sua estrela holandesa, o primeiro tempo seguiu aberto e com chances plásticas para ambos os lados.

O lance mais marcante envolveu Arrascaeta e Hugo Souza; o uruguaio recebeu cruzamento de Alex Sandro e desferiu um voleio potente, mas o goleiro corintiano se redimiu do erro inicial com uma defesa espetacular, garantindo que as equipes fossem para os vestiários com a igualdade no placar. O equilíbrio apresentado até então sugeria uma segunda etapa ainda mais disputada, mas o roteiro mudou drasticamente devido às intervenções da arbitragem e à alteração na postura tática das equipes.

A dinâmica do jogo sofreu uma reviravolta no início do segundo tempo com a expulsão de Evertton Araújo. O volante rubro-negro disputou uma bola com Breno Bidon e acabou atingindo o tornozelo do adversário com as travas da chuteira. O árbitro Rodrigo Pereira de Lima foi ao monitor do VAR para revisar o lance e manteve a decisão de campo pelo cartão vermelho, o que gerou protestos intensos dos jogadores flamenguistas, que consideraram a medida rigorosa demais.

Com um homem a menos, o Flamengo recuou suas linhas e passou a priorizar a organização defensiva, enquanto o técnico Dorival Júnior tentava orientar sua equipe a explorar os contra-ataques, mesmo diante da pressão crescente e do apoio massivo vindo das arquibancadas da Neo Química Arena.

A vantagem numérica, contudo, não se traduziu em facilidade para o Corinthians. A partida tornou-se extremamente picotada por faltas e interrupções, o que minou o ritmo que o clássico apresentava anteriormente. A arbitragem confusa contribuiu para o aumento do nervosismo em campo, e o Corinthians também encontrou motivos para reclamar. Em um lance polêmico dentro da área, André caiu após um entrevero com Ayrton Lucas, mas o juiz não assinalou a penalidade, ignorando os pedidos insistentes dos jogadores alvinegros. A ansiedade dos mandantes em buscar a vitória acabou resultando em erros de passe e precipitações, facilitando o trabalho de contenção do sistema defensivo carioca, que se mostrou muito sólido mesmo em inferioridade numérica.

Na reta final do confronto, o Corinthians intensificou a pressão ao promover a entrada de mais atacantes do banco, arriscando-se para furar o bloqueio montado por Leonardo Jardim. O jovem Gui Negão teve uma oportunidade clara de frente para o gol após uma jogada trabalhada, mas acabou furando o chute, desperdiçando a chance da virada. O Flamengo, por sua vez, resistia bravamente e tentava gastar o tempo, apostando na segurança de seu goleiro Rossi e em escapadas rápidas de contra-ataque que raramente levavam perigo real. O arqueiro argentino precisou trabalhar seriamente já nos acréscimos, quando Yuri Alberto emendou um voleio à queima-roupa que parecia ter endereço certo. A intervenção providencial de Rossi garantiu a manutenção do empate e frustrou os planos da equipe paulista de encerrar o jejum.

Ao apito final, o sentimento no lado rubro-negro era de dever cumprido dadas as circunstâncias adversas de atuar com dez jogadores por quase toda a etapa complementar. O próximo compromisso será contra o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista, no dia 2 de abril, onde o time espera contar com a força máxima para buscar os três pontos e se consolidar definitivamente dentro do G-4 da competição nacional.

Para o Corinthians, o empate em casa deixou um gosto amargo e aumentou a pressão sobre a comissão técnica e o elenco. A dependência de jogadas individuais e a dificuldade de furar defesas fechadas, mesmo com superioridade numérica, tornaram-se pontos de atenção imediata para o futuro do time no certame. O time terá pouco mais de uma semana para trabalhar as correções necessárias antes de viajar para o Rio de Janeiro, onde enfrentará o Fluminense no Maracanã, no dia 1 de abril, em um duelo visto como vital para iniciar uma recuperação na tabela.

SELEÇÃO SE PREPARA PARA AMISTOSOS

A Seleção Brasileira iniciou oficialmente sua preparação para a última Data FIFA antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (23), o elenco realizou o primeiro treinamento no CT ESPN WWSC, em Orlando, nos Estados Unidos, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti. Este período de amistosos é considerado o teste definitivo para os atletas que buscam assegurar uma vaga no grupo que disputará o Mundial, servindo como a oportunidade final para ajustes táticos e observação de desempenho em alto nível competitivo.

O primeiro grande desafio desta jornada acontece na próxima quinta-feira, dia 26, quando o Brasil enfrenta a França em Boston, às 17h (horário de Brasília). O confronto carrega um peso histórico significativo, colocando frente a frente duas das seleções mais vitoriosas do planeta. Após esse compromisso, a delegação retorna a Orlando para encarar a Croácia no dia 31 de março, terça-feira, às 21h, no Camping World Stadium. Ambos os adversários foram escolhidos estrategicamente por oferecerem estilos de jogo europeus que a Amarelinha deve encontrar nas fases decisivas da Copa.

Na atividade inaugural em solo americano, Ancelotti contou com a participação de 15 atletas em campo. O grupo inicial incluiu nomes como Marquinhos, Casemiro, Ederson e Danilo, além de jovens e jogadores que buscam consolidar espaço, como Léo Pereira, Gabriel Sara e Igor Thiago. Também estiveram presentes Bento, Bremer, Fabinho, Ibañez, Matheus Cunha, João Pedro e Andrey Santos. Um detalhe observado pela imprensa foi a situação do atacante Rayan, que, embora tenha ido ao gramado, realizou trabalhos separadamente do restante do grupo.

O planejamento original de Ancelotti precisou ser alterado devido a uma série de lesões que afetaram peças importantes do elenco. Três cortes foram confirmados em relação à lista anunciada inicialmente: o goleiro Alisson e o lateral Alex Sandro foram desconvocados por questões médicas, sendo substituídos por Hugo Souza e Kaiki, respectivamente. Além deles, o zagueiro Gabriel Magalhães também foi cortado por lesão, obrigando a comissão técnica a realizar ajustes rápidos na estrutura defensiva para os dois amistosos em solo norte-americano.

Enquanto o Brasil foca em seus preparativos, o cenário internacional também se movimenta com grandes clássicos nesta semana. Após o cancelamento da Finalíssima contra a Espanha, devido à Guerra no Oriente Médio – já que o jogo seria realizado no Catar -, a Argentina, atual campeã mundial, agendou um amistoso contra a Mauritânia na próxima sexta-feira (27), em La Bombonera. Outros duelos de destaque agitam o calendário global, como os confrontos entre Inglaterra e Uruguai, Holanda e Noruega, Suíça e Alemanha, além de México contra Portugal e Colômbia encarando a França, em uma rodada repleta de testes de fogo para as potências mundiais.

O histórico entre Brasil e França é marcado pelo equilíbrio e por partidas que definiram gerações no futebol mundial. Ao todo, as seleções se enfrentaram 16 vezes, com uma leve vantagem brasileira: são sete vitórias para a Canarinho, cinco triunfos franceses e quatro empates. Apesar dessa superioridade numérica no retrospecto geral, o encontro de quinta-feira quebra um longo hiato, já que as equipes não se cruzam dentro das quatro linhas há mais de uma década, o que aumenta a expectativa dos torcedores e especialistas.

O último embate entre as duas seleções ocorreu em março de 2015, também em caráter amistoso. Naquela ocasião, o Brasil levou a melhor ao vencer por 3 a 1, com gols marcados por Oscar, Neymar e Luiz Gustavo, enquanto o zagueiro Varane descontou para os europeus. No entanto, quando o cenário muda para Copas do Mundo, o retrospecto favorece os franceses, que venceram três dos quatro confrontos disputados no maior palco do esporte, tornando-se um dos adversários mais indigestos para os brasileiros em torneios oficiais.

A única vitória brasileira sobre a França em Mundiais aconteceu em 1958, na Suécia. Na semifinal daquela edição, o Brasil goleou por 5 a 2, em uma exibição de gala que pavimentou o caminho para a conquista do primeiro título mundial da história do país. Desde então, a França conseguiu inverter essa lógica, começando pelo troco em 1986, nas quartas de final no México, quando os europeus avançaram nos pênaltis após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, eliminando a talentosa geração brasileira daquela década.

O capítulo mais doloroso dessa rivalidade para os torcedores brasileiros ocorreu na decisão da Copa do Mundo de 1998. Jogando no Stade de France, a equipe da casa dominou a partida e aplicou um contundente 3 a 0 sobre a Seleção, conquistando seu primeiro troféu mundial em uma noite marcada pelo brilho de Zidane. O domínio francês em jogos decisivos de Copa foi reafirmado em 2006, na Alemanha, quando as duas equipes se encontraram novamente nas quartas de final e a França avançou com uma vitória por 1 a 0.

Agora, sob a batuta de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira busca não apenas ajustar o time para a Copa de 2026, mas também equilibrar psicologicamente um confronto que carrega tantos traumas recentes em torneios oficiais. Com um elenco mesclando experiência e juventude, o amistoso em Boston servirá como um termômetro real do nível de competitividade do Brasil diante de uma das seleções mais sólidas da atualidade. O foco total nos treinamentos em Orlando demonstra que, para a comissão técnica, o período de testes acabou e o momento de definição chegou.

Seleção Brasileira iniciou a preparação em Orlando para os amistosos com França e Croácia

Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

CBF SORTEIA CONFRONTOS DA COPA DO BRASIL

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou, na tarde desta segunda-feira, o sorteio oficial dos confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026. O evento, sediado na sede da entidade, definiu o destino das 32 equipes que seguem na disputa pelo título mais rentável do calendário nacional. Com base no cronograma inicial, as partidas de ida estão programadas para a semana de 22 de abril, enquanto os duelos decisivos de volta devem ocorrer na semana de 13 de maio. A confirmação das datas exatas e dos horários detalhados depende agora de um ajuste fino na grade de transmissão e será divulgada pela confederação nos próximos dias.

O regulamento da atual edição apresenta duas mudanças significativas que alteram a dinâmica da competição a partir deste estágio. Pela primeira vez, os 20 clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro estreiam diretamente nesta fase, eliminando o antigo privilégio de entrada apenas nas oitavas de final para os times da Libertadores. Além disso, o torneio consolida o formato de jogos de ida e volta, aumentando o desafio estratégico para as comissões técnicas e a margem de recuperação para as equipes que não obtiverem bons resultados no primeiro encontro.

Para a definição dos embates, os clubes foram divididos em dois potes distintos, respeitando rigorosamente o posicionamento de cada instituição no Ranking Nacional de Clubes da CBF. O Pote A reuniu os 16 melhores colocados na listagem oficial, enquanto o Pote B abrigou as demais agremiações qualificadas. Esse critério garantiu confrontos equilibrados tecnicamente, mas também abriu espaço para o surgimento de zebras, já que as equipes de menor expressão terão a oportunidade de enfrentar os gigantes do futebol brasileiro sob novas condições regulamentares.

Entre os principais destaques do sorteio, o Flamengo enfrentará o Vitória, com o time baiano tendo o privilégio de decidir a classificação em seus dominios. Outro duelo de peso envolve o Corinthians contra o Barra-SC, onde o Timão terá a vantagem de definir a vaga jogando em casa. Já o Vasco da Gama terá pela frente o Paysandu, em um confronto que remete a grandes momentos históricos, decidindo a sorte da eliminatória no Rio de Janeiro. Outros gigantes como Palmeiras, São Paulo e Internacional enfrentam Jacuipense-BA, Juventude e Athletic-MG, respectivamente, buscando confirmar o favoritismo.

A rodada também reserva encontros regionais e testes de fogo para equipes tradicionais do interior. O Santos medirá forças com o Coritiba, decidindo a vida na capital paranaense, enquanto o Fluminense encara o Operário-PR com o segundo jogo programado para o Rio de Janeiro. O Botafogo, por sua vez, terá de buscar a classificação contra a Chapecoense em Santa Catarina. No sul, o Grêmio viaja para enfrentar o Confiança-SE na ida, mas a decisão final da vaga caberá ao time sergipano, que encerra o duelo em casa conforme o sorteio dos mandos de campo.

O equilíbrio financeiro também é um atrativo à parte, com a CBF mantendo premiações elevadas que podem salvar o orçamento de muitos clubes na temporada. Pela simples participação nesta quinta fase, as equipes garantem uma cota de R$ 2 milhões. O avanço para as oitavas de final rende um acréscimo de R$ 3 milhões, valor que sobe progressivamente conforme o funil da competição se estreita. Nas quartas de final, a premiação é de R$ 4 milhões, saltando para R$ 9 milhões nas semifinais, o que intensifica a competitividade dentro das quatro linhas.

A grande final reserva os valores mais expressivos da história do torneio, consolidando a Copa do Brasil como o “pote de ouro” do futebol sul-americano. O vice-campeão da edição de 2026 receberá a quantia de R$ 34 milhões pelo desempenho ao longo das fases. Já o grande campeão, além do prestígio esportivo e da vaga direta na próxima Copa Libertadores, embolsará um prêmio de R$ 78 milhões. Essas cifras elevam a responsabilidade dos grandes clubes e motivam as equipes de divisões inferiores a buscarem o sonho da glória máxima.

Confira todos os confrontos da quinta fase:

Atlético-MG x Ceará (Ceará decide em casa)

Cruzeiro x Goiás (Cruzeiro decide em casa)

Athletico-PR x Atlético-GO (Atlético-GO decide em casa)

Flamengo x Vitória (Vitória decide em casa)

Grêmio x Confiança-SE (Confiança decide em casa)

Vasco x Paysandu (Vasco decide em casa)

Fortaleza x CRB (CRB decide em casa)

Bahia x Remo (Remo decide em casa)

Botafogo x Chapecoense (Chapecoense decide em casa)

Red Bull Bragantino x Mirassol (Mirassol decide em casa)

Corinthians x Barra-SC (Corinthians decide em casa)

Fluminense x Operário-PR (Fluminense decide em casa)

Palmeiras x Jacuipense-BA (Jacuipense decide em casa)

Internacional x Athletic-MG (Inter decide em casa)

Santos x Coritiba (Coritiba decide em casa)

São Paulo x Juventude (Juventude decide em casa)

Sorteio da competição foi realizado na sede da CBF

Fábio Souza / CBF

LÁ EM MINAS

AMERICA – Em sua estreia na Série B do Brasileirão, o alviverde perdeu para o Goiás por 3 a 1, em Goiânia, no último domingo, dia 22. Os gols do esmeraldino foram de Anselmo Ramon, de pênalti, do goleiro Tadeu, também de pênalti, e de Gegê. Pelo América, Mastriani descontou. Agora, o Coelho vai receber o Botafogo-SP no Independência, em Belo Horizonte, na quinta-feira, dia 2, a partir das 21h.

ATLÉTICO – Depois da derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no último sábado, dia 21, no Rio, pelo Brasileirão – gol de Castillo -, o Galo ocupa a 13a posição na classificação, com 8 pontos. Pela competição nacional, o próximo desafio será a Chapecoense, na quinta-feira, dia 2 de abril, às 19h de Brasília, em Chapecó-SC.

CRUZEIRO – No último domingo, dia 22, o time empatou sem gols com o Santos, no Mineirão. Com o resultado, a Raposa se encontra na lanterna do Brasileirão, com 4 pontos. O próximo jogo será no dia 1 de abril, às 20h, em casa, contra o Vitória, na provável estreia do português Artur Jorge como novo técnico da equipe celeste.

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×