A exposição do caso nas redes sociais do ICE levanta debates sobre a forma como a agência tem utilizado plataformas digitais para divulgar operações e reforçar sua política de combate à imigração irregular, especialmente envolvendo estrangeiros com acusações criminais em seus países de origem.
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ICE divulga imagem de brasileira procurada por homicídio no Espirito Santo
O Departamento de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) divulgou em sua conta oficial no Instagram a imagem e detalhes da prisão da brasileira Kele Cristian Alves Pereira, apontada como foragida por homicídio no Brasil.
A publicação, com tom direto e provocativo, reforça a estratégia da agência de expor casos considerados prioritários.
Segundo o próprio ICE em Boston, a brasileira foi detida no dia 13 de março durante uma operação direcionada na cidade de Everett, em Massachusetts. Na postagem, a agência classificou a brasileira como “procurada por assassinato” em seu país de origem e afirmou que ela permanecerá sob custódia enquanto aguarda o processo de remoção para responder às acusações no Brasil.
A publicação ganhou repercussão não apenas pelo caso em si, mas pelo tom adotado pela autoridade imigratória. Em destaque, o ICE escreveu: “Você continua sendo um criminoso, independentemente do país em que reside”, em uma mensagem que rapidamente viralizou entre usuários e comunidades de imigrantes.
De acordo com informações já divulgadas anteriormente, Kele Cristian Alves Pereira é investigada por participação em um homicídio ocorrido em 2017, na cidade de Cariacica, no Espírito Santo. Contra ela, existe um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça brasileira, válido até 2040.
A brasileira vivia na região de Boston e utilizava outro nome, sendo localizada após investigações relacionadas a um suposto caso de fraude com cartões de crédito, o que levou as autoridades a descobrirem sua verdadeira identidade e o mandado em aberto.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quando ocorrerá a deportação. O caso segue sob responsabilidade das autoridades americanas, enquanto a Justiça brasileira aguarda a extradição para dar continuidade ao processo criminal.
A exposição do caso nas redes sociais do ICE levanta debates sobre a forma como a agência tem utilizado plataformas digitais para divulgar operações e reforçar sua política de combate à imigração irregular, especialmente envolvendo estrangeiros com acusações criminais em seus países de origem.
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