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Revista Brazilian Times # 84
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Justiça mandar parar obra de salão Milionário na Casa Branca

Apesar da ordem judicial, o governo já indicou que pretende recorrer da decisão

Um juiz federal determinou a suspensão imediata da construção de um luxuoso salão de eventos planejado pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, em mais um capítulo de tensão entre o governo e órgãos de fiscalização.

A decisão foi tomada pelo juiz distrital Richard Leon, que concluiu que o projeto — avaliado em cerca de US$ 400 milhões — não pode avançar sem autorização formal do Congresso dos Estados Unidos.

O plano previa a construção de um grande salão de aproximadamente 90 mil pés quadrados no local onde ficava a ala leste da Casa Branca, que chegou a ser demolida para dar início às obras.

Segundo o magistrado, o presidente não tem autoridade para modificar significativamente uma propriedade federal sem aprovação legislativa. Na decisão, ele foi direto ao afirmar que a obra deve permanecer paralisada até que o Congresso autorize o projeto.

A ação judicial foi movida pela organização National Trust for Historic Preservation, que acusa o governo de ultrapassar seus limites legais e comprometer o valor histórico da Casa Branca — um dos símbolos mais importantes dos Estados Unidos.

Apesar da ordem judicial, o governo já indicou que pretende recorrer da decisão. O Departamento de Justiça também argumenta que o projeto possui relevância para segurança nacional e funcionamento da residência presidencial.

Aliados de Trump defendem que o salão seria financiado por doações privadas e representaria uma modernização necessária para eventos oficiais. Críticos, por outro lado, afirmam que a obra pode comprometer a integridade histórica do local e abrir precedentes perigosos sobre o uso de recursos e autoridade presidencial.

A decisão judicial ainda permite a continuidade de trabalhos considerados essenciais para segurança, enquanto o caso segue em disputa nos tribunais.

O episódio reforça o embate crescente entre o governo federal, o Congresso e entidades de preservação histórica — e pode acabar chegando à Suprema Corte, dependendo dos próximos desdobramentos.

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